Mostrando postagens com marcador Esporte. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Esporte. Mostrar todas as postagens

04 dezembro, 2008

1ª Olimpíada integra estudantes da UFS

Com encerramento previsto para 6 de dezembro,sexta-feira, DCE comemora o sucesso do evento com alunos e prepara as equipes para torneios nacionais.

Com o tema “Avançando, Crescendo e Integrando”, a primeira edição das Olimpíadas UFS é organizada pelo Grupo Sport, formado por estudantes dos três cursos de Educação Física, e pelo Diretório Central dos Estudantes (DCE). O evento é o primeiro na comunidade universitária com dez modalidades no qual alunos de todos os cursos de graduação puderam montar suas equipes e praticar os mais diversos esportes. Entre as modalidades estão: atletismo, basquete, corrida rústica, futsal, futebol, handebol, judô, natação, vôlei de quadra, vôlei de praia e xadrez, com equipes masculinas e femininas. A atualização do quadro de medalhas e informações sobre o andamento das competições podem ser vistas no site do evento.

Com aproximadamente 2.500 inscrições, bem acima das 1.100 previstas, o evento esportivo serve de integração entre os participantes, além da diversão e do entretenimento. “A competição entre os estudantes é sadia e o esporte tem esse poder de ligar vários alunos dos mais diversos cursos, independente de classe social, religião ou etnia”, declarou Natan Alves, presidente do DCE.

Grupos dos campus periféricos da UFS também se envolveram no espírito esportivo. Onze equipes foram trazidas de Itabaiana para jogar nos mais diversos espaços de competição, como nas instalações dos colégios estaduais João Alves, Médici, Acrísio Cruz e Marco Maciel, e outros, como também no (espaço) da própria universidade. “A Olimpíada UFS é um diferencial, já que é o primeiro evento universitário esportivo com esse número de modalidades. A arbitragem, por exemplo, é das federações de cada esporte específico. Os alunos se interessaram bastante pelos jogos”, reforça Natan.

Para a estudante de fonoaudiologia, Elaine de Andrade, participante da modalidade futsal, o evento é interessante para todos universitários, já que possibilita atividade extra classe e diverte ao mesmo tempo. “Descontração do estresse do dia-a-dia e mobilização dos alunos para jogar e montar torcidas são processos da olimpíada que vão deixar saudades e expectativa para o próximo evento”, afirma a participante.
E provavelmente esses desejos serão atendidos. De acordo com Natan, próximas edições podem ser esperadas.

As modalidades futebol, futsal e vôlei de praia foram as mais procuradas e a participação masculina ainda predomina. Para o DCE, a olimpíada tem sua importância também pelo fato de melhorar as equipes para participarem dos Jogos Universitários Brasileiros, os JUB´s. “A UFS tem pequena participação no âmbito dos jogos universitários nacionais e essa olimpíada prepara e fortalece nossas equipes”, afirma Natan.

Premiação

As equipes campeãs receberão premiação em dinheiro, no valor de R$ 400,00 (na modalidade futebol), além de troféus e medalhas. A entrega dos prêmios será numa data posterior, ainda não divulgada pelo DCE, que contará com uma confraternização final dos jogos.

O encerramento oficial estava previsto para o dia 30 de novembro. Mas, de acordo com informações no site das olimpíadas UFS, a data foi adiada para o dia 6 de dezembro, em consequência de feriados, ENADE, concursos, simpósios, palestras e eleições, assim prorrogando o final do evento esportivo.

Por Lorene Vieira

25 novembro, 2008

Vigorexia resulta da obsessão por músculos

A Vigorexia é uma das três doenças do século XXI relacionadas com o culto ao corpo: bulimia e anorexia entram neste grupo. Também chamada de Overtraining, trata-se de um transtorno que leva as pessoas a praticarem exercícios físicos de forma exagerada.

Os jovens do sexo masculino são os mais afetados por este tipo de dismorfia muscular. A doença acarreta uma série de complicações, culminando com uma depressão. Achar-se magro demais, fazer perguntas do tipo “Estou muito magro?” ou “Estou ficando forte?” e permanecer horas nas academias estão entre os principais sintomas.




De acordo com a psicóloga Cláudia Lisbôa os pais devem observar o comportamento de seus filhos com relação aos exercícios, alimentação e conduta na interação com os amigos. Ela acrescenta: “O jovem vigoréxico cultua muito seu corpo ao espelho, é interessante que os pais percebam a doença para evitar que seus filhos façam uso de anabolizantes, por exemplo”.

Ainda segundo Cláudia as três doenças estão relacionadas à distorção da imagem corporal, acompanhadas de mudanças de comportamento (geralmente tornando-se patológico) e grande sofrimento emocional.”Assim, cada uma apresenta peculiaridades que provocam distúrbios fisiológicos e psicológicos, tendo praticamente o mesmo nível de prejuízo.”, diz .

O tão desejado corpo sarado pode ser conquistado com alimentação saudável e prática de exercícios sob orientação profissional. “Ingerir carboidratos e proteínas é algo obrigatório, saber dosar o tempo na academia também”, aconselha o instrutor Kadu Muniz.

A Vigorexia e o uso de anabolizantes

“Tomei Deposteron, injetei Durabolin e Durateston. O efeito foi imediato, dizem meus amigos. Em dois meses meu braço aumentou 8 centímetros. Me olhava no espelho, mas me achava magro. Parei de usar por falta de dinheiro. Não me considero um vigoréxico, acho que a pessoa tem que saber injetar e tomar essas ‘bombas’, relata o jovem L. P. R., 20, que prefere não se identificar.

Além de colaborarem para a vigorexia, tais substâncias causam sérios problemas de saúde. Além de arritmia cardíaca, inchaço do coração, sangramento do nariz, câncer hepático, aumento da pressão arterial, dores ósseas e aumento do nível do colesterol, o uso de anabolizantes também pode levar à morte.

Fisiculturismo x Vigorexia

O fisiculturismo é o esporte que mais se enquadra na Vigorexia. Mas isto não significa que todo fisiculturista seja vigoréxico. Afinal, muitos se adequam e praticam o esporte de maneira saudável. Não é necessário em caso algum, o uso de anabolizantes para a prática.

O distúrbio de Adônis

A doença também é conhecida por Síndrome de Adônis. O termo faz analogia ao jovem grego Adônis, que, de acordo com a mitologia, era provido de grande beleza.

O nome remete, ainda, ao culto à perfeição que as pessoas tanto almejam, sem medir as conseqüências. Ser belo, ter um corpo “sarado” e de preferência ser jovem eternamente são os objetivos principais dos “escravos da beleza”.

Leia Mais:
Viciados em Malhar
Vaidoso, advogado tem obsessão pela beleza perfeita

Por Diógenes de Souza e Monique de Sá

07 março, 2008

Esporte para todas

A partir de amanhã, dia 08 de março, 661 mulheres iniciarão uma disputa por medalhas em doze modalidades diferentes: voleibol de quadra e de areia, judô, futsal, futebol de campo, xadrez, ciclismo, dominó, handebol, dama, atletismo e karatê. Elas participarão do I Jogos Sergipanos da Mulher, uma iniciativa da Secretaria do Estado de Esporte e Lazer (SEEL), que busca homenagear as mulheres pelo seu dia e incentivar a prática esportiva feminina.

Apenas no atletismo e no ciclismo haverá divisão entre duas categorias: a “A”, de 16 até 18 anos; e a “B”, com participantes acima de 19 anos. Nas demais modalidades as atletas estarão disputando em categoria única. A presidente da Comissão Central Organizadora, Kleysse Santos de Lima, diz que a média de idade das inscritas é de 20 anos e revela que esperava uma maior participação de mulheres maduras. Já que o evento se encerra no dia das mães, ela queria que estas se sentissem prestigiadas com os jogos.

O futebol foi o esporte que teve o maior número de inscrições, confirmando que a paixão nacional também está presente no público feminino. Entre salão e campo, inscreveram-se 26 equipes, ou seja, 340 atletas apenas nestas modalidades. O esporte individual mais procurado foi o karatê, que contará com oito equipes, sendo 29 o número de inscritas.

Gilvan Costa Cavalcante, gerente geral de esporte da SEEL e presidente da Federação Sergipana de Ciclismo há 16 anos, afirma que os Jogos Sergipanos da Mulher é fruto de uma política de investimento no esporte amador. “Nunca se fez tanto pelo esporte amador no estado, só no ano passado fizemos o I Jogos Abertos do Interior, a I Copa Sergipe de Futsal, a I Copa Sergipana de Futebol Sub-17 e o I Circuito Quarentão de Futebol. Como se pode ver, todos inéditos”, declara.

O I Jogos Sergipanos da Mulher terá início amanhã, às 19h30, no Ginásio de Esportes do SESI, no Augusto Franco. Após o término da cerimônia de abertura – que contará com apresentações de grupos artísticos, desfile das equipes participantes, juramentos do atleta e do árbitro, e sorteio de brindes –, serão realizadas as primeiras disputas no futsal.

Por Christiane Matos

22 fevereiro, 2008

Torneio integra comunidade acadêmica

A Universidade Federal de Sergipe (UFS) vai sediar a I Copa Roda Viva de Futebol. O torneio é direcionado aos estudantes, professores e servidores da UFS. Os jogos serão realizados entre os dias 23 de fevereiro e 29 de março, sempre aos sábados, no campo da universidade (próximo ao ginásio e à biblioteca). A primeira partida da rodada de amanhã está prevista para as 7h30.

O objetivo principal da Copa é promover a integração da comunidade acadêmica, mas não é só isso. “Além de interação entre os membros, o esporte traz qualidade de vida para os participantes”, afirma Igor Oliveira, diretor da competição. O torneio é realizado pelo Centro Acadêmico de Educação Física, com o apoio da Coordenação de Programação Cultural (Copre).

Ao total foram inscritas 12 equipes, divididas em três grupos. Os quatro melhores classificados na fase de grupos lutam posteriormente por uma vaga na final. Igor diz que o número de participantes superou as expectativas e que os estudantes foram maioria entre os inscritos. Uma média de 300 atletas deve disputar o troféu oferecido ao campeão. Qualquer pessoa pode assistir às partidas.

Não é a primeira vez que o esporte é usado como ferramenta de interação entre membros da universidade. No início de 2007, foi realizado o III Campeonato de Futsal da UFS, voltado apenas para estudantes. O Departamento de Educação Física também mantém aulas gratuitas de natação e musculação durante a semana, basta que o interessado procure a secretaria do Departamento para realizar sua inscrição. Nesses casos, ninguém sai perdendo. Participar e integrar-se é sempre uma vitória.

Para mais informações sobre o torneio acesse o blog:
http://www.coparodaviva.blogspot.com/

Por Fernando Pires

10 dezembro, 2007

Torneios de tênis movimentam orla de Atalaia

A platéia assiste atenta à partida e acompanha o trajeto da bola. O silêncio é total e a expectativa palpável. Os seguranças postos nas entradas estão ali para fazer valer as regras do jogo: nada de entra-e-sai nas arquibancadas. Entre um intervalo e outro ouve-se explosões de urros da torcida.

Até aqui, engana-se quem imaginou que a descrição se trata de uma partida de futebol. Na verdade, é uma partida de tênis. Mais precisamente, uma partida típica do Campeonato Brasileiro de Tênis Universitário em Aracaju e do Torneio dos Campeões da Copa Petrobrás.

Ambos estão ocorrendo paralelamente nas quadras da Federação Sergipana de Tênis, localizadas na praia de Atalaia, entre 04 e 08 de dezembro. O Campeonato Universitário, que acontece nas quadras de saibro – tipo de piso feito de areia e cal – é resultado de uma iniciativa da CBT (Confederação Brasileira de Tênis), da CBDU (Confederação Brasileira do Desporto Universitário) e da Koch Tavares, empresa organizadora de grandes eventos de tênis do país. Já o Torneio dos Campeões, que ocorre na quadra principal, tem o patrocínio da Petrobrás, TAM, Penn e Fila, além da própria Koch Tavares.

Universitários em ação

Estudantes vindos de várias partes do país inscreveram-se para participar do Campeonato Universitário. Os únicos pré-requisitos eram estar quites com o pagamento anual da Federação e comprovar a condição universitária. A idade não importa: um dos participantes competiu do alto de seus 65 anos contra um adolescente de 19.

Para a competição, confirmaram presença estudantes de Goiás, da Paraíba, do Rio Grande do Sul, de Santa Catarina, São Paulo e Paraná. Os representantes sergipanos que tiveram destaque foram Marcel Oliveira e Gabriel Santana, respectivamente da Universidade Federal de Sergipe e da Universidade Tiradentes.

Além de participar como competidor, o estudante de educação física da UFS, Marcel Oliveira, também é árbitro do Torneio dos Campeões. Ele expõe uma realidade que muitos estudantes enfrentam nas universidades que colocam o tênis na grade curricular. “Se você quiser disputar bem esses jogos é preciso correr atrás e treinar em outros locais. Se depender só da universidade você não consegue jogar”.

O mesmo ocorre em escolas de ensino médio e fundamental, onde geralmente se inicia o gosto dos futuros esportistas. A prática do tênis acaba sendo preterida pela do vôlei, basquete e futebol de salão, e um dos motivos para isso é o seu alto custo. “O tênis não é um esporte barato, todo mundo sabe. Pra jogar futebol você precisa de uma bola e dois pares de chinelo pra fazer o gol. E o tênis não, você precisa ter a rede, raquete, uma bolinha que quique. Além disso, você não pode jogar em qualquer lugar”, explica Marcel.

Para o campeão e o vice-campeão do campeonato a organização dará como premiação um pacote completo de quatro dias, com alimentação, hospedagem e passagem aérea, para assistir aos jogos do Brasil Open 2008 na Costa do Sauípe, na Bahia, além de troféus.

Copa Petrobrás 2007 chega ao fim

Neste sábado chega ao fim a 4ª edição da Copa Petrobrás de Tênis, maior circuito Challenger da América Latina. Para fechar com chave de ouro, os vencedores das competições na Colômbia, no Brasil, Uruguai, Paraguai e na Argentina reúnem-se em Aracaju para a disputa final no Torneio dos Campeões. Esse campeonato contará com a participação de jogadores como o chileno Nicolas Massú, que ocupa a 78º posição no ranking de tênis, e do argentino Sergio Roitman, atualmente ocupando a posição 69º.

O circuito tem o intuito de atrair cada vez mais adeptos para o esporte. As Federações e as academias de tênis espalhadas pelo Brasil são as maiores incentivadoras do esporte, e constantemente realizam torneios. É o que confirma a estudante de direito da Unit, Tatiane Caroline de C. Oliveira, que assistiu aos jogos na praia e cuja família mantém firme o gosto pelo esporte. “Vieram para Aracaju muitos jogadores bons. Acredito que campeonatos como esse ajudam a promover o esporte no nosso estado”, afirma ela, e acrescenta que “a população daqui ainda não está acostumada com o esporte, com as regras do jogo, mas percebo que a cada ano o público é maior”.

Apesar de eventos como esses, o tênis em Sergipe sofre uma ligeira queda. “Depois que a academia de Jurinha Lobão fechou e ele veio a falecer e depois do fim da Era Guga, que saiu do cenário, o tênis deu uma caída”, afirma Marcel. “E a tendência é cair mais, se não tiver alguém que dê um empurrão”.

Por Raquel Brabec
Fotos de Thiago Souza dos Santos

13 julho, 2007

Le Parkour: atividade física que estimula a liberdade de movimentos e a auto-superação


À primeira vista, parece tratar-se de um grupo de jovens em fuga. Mas ao olharmos com mais atenção e ao observarmos suas fisionomias e a naturalidade com que se movem o primeiro estranhamento se esvai e percebemos que estamos diante de uma atividade esportiva pouco convencional. O estranhamento e a surpresa são reações comuns entre os desavisados que se deparam pela primeira vez com praticantes do Le Parkour, uma atividade física criada recentemente e que começa a ganhar espaço no mundo dos esportes radicais.

Também chamado de "art du déplacement" (em português, arte do deslocamento) ou simplesmente de parkour (abreviado como PK), o le parkour é uma modalidade na qual o praticante define um percurso e tem o objetivo de vencer os obstáculos à sua frente. O percurso delimitado é conhecido como “Run” e para “vencê-lo” é necessário utilizar ao máximo a desenvoltura do corpo humano, muitas vezes ultrapassando limites pessoais. Os adeptos são chamados de traceurs (no feminino, traceuse), palavra derivada do verbo francês "tracer" e que significa "indo rápido".

Conforme a descrição presente no site da Associação Brasileira de Parkour (ABPK), a atividade “consiste em uma pessoa correndo de alguém ou algo, sem que nenhum obstáculo possa pará-la. Além de passar os obstáculos, ela deve executar os movimentos da forma mais natural possível, usando-os como se fosse parte do seu corpo”. Daí a primeira impressão de fuga ser a mais comum.

Particularidades

Para iniciar nessa atividade, além da vontade e disposição para aprender, basta ao interessado calçar um tênis, vestir roupas leves e procurar orientações com alguém que já treine. Uma recomendação importante dos veteranos diz respeito a ter um bom preparo físico, já que o corpo acaba sendo bastante exigido nos treinamentos.

Para o vice-presidente e fundador da ABPK, Alberto Brandão, 22 anos, o diferencial do parkour em relação aos esportes mais difundidos está na liberdade que o praticante tem de treinar quando quiser, na hora que quiser e com a roupa que tiver. Segundo ele, o foco da modalidade está direcionado para o desenvolvimento pessoal, para a facilidade de sua prática (em qualquer lugar) e para o baixo custo, uma vez que não exige equipamentos específicos.

Característica ainda mais peculiar ao parkour é que a atividade não estimula competições. “Os obstáculos a serem vencidos residem dentro de cada traceur”, destaca o praticante Eduardo Rodrigo Oliveira Rocha, 21 anos, aluno do curso de Letras Inglês da Universidade Federal de Sergipe (UFS), revelando o lado filosófico do PK. De acordo com os traceurs, o atleta compete apenas contra si mesmo, pois é dessa forma ele aprenderá a interagir com o ambiente e a tornar-se livre.

Devido ao grau de dificuldade e ao perigo apresentado por alguns dos movimentos propostos pela atividade, é inevitável que alguns praticantes tenham o receio de sofrer acidentes que ocasionem lesões ou ferimentos. A recomendação nesse sentido é para que o praticante tenha consciência de seus limites e busque adquirir confiança no corpo e na mente antes de executar determinadas manobras. O parkour tem por objetivo o “controle corporal”. Por isso a ocorrência de lesões ou acidentes é um indicativo de que algo está errado, ressalta Rocha.


Origem

Estima-se que o Parkour tenha surgido na década de 1980, na França, baseado em um treinamento militar desenvolvido pelos franceses que atuaram na Guerra do Vietnam. O treinamento é conhecido como “parcours du combattant” ou, em português, “percurso de obstáculo”. O francês David Belle, reconhecido mundialmente como o criador da atividade, inspirou-se nas técnicas ensinadas por seu pai, o ex-combatente no Vietnam Raymond Belle. A partir daí ele dedicou sua vida a aprimorar a nova arte física e a torná-la conhecida.

A princípio Belle difundiu sua idéia entre amigos e conhecidos. Em seguida, pouco a pouco, ele conseguiu reunir um grande número de adeptos e com isso, atraiu a mídia. Belle então atingiu seu objetivo de difundir a modalidade ao aparecer em diversas reportagens. Mais recentemente, o criador do Le Parkour produziu e protagonizou o filme de ação B13 – 13º Distrito, onde ele aparece em várias cenas executando movimentos do le parkour. A película teve repercussão mundial e se tornou mais uma frente significativa de propagação do parkour.

Parkour no Brasil

Segundo Alberto Brandão, vice-presidente e fundador da ABPK, não há uma pessoa ou grupo que possa ser reconhecido como o primeiro a ter trazido o parkour para o Brasil. “Foram várias pessoas de várias cidades que começaram a praticar na mesma época” afirma Brandão, que é administrador de redes e pratica o esporte há três anos e meio. O que se sabe é que a história da modalidade no Brasil teve início por volta de fevereiro de 2004.

Parkour em Sergipe

No estado de Sergipe, o parkour é praticado desde o começo de 2006. O esporte vem numa crescente sobretudo em Aracaju, onde, de acordo com os traceurs locais, mais de 300 pessoas aderiram à modalidade. Os treinos não têm um lugar fixo, o mais comum é eles serem acertados por meio de diálogos ou postagens na comunidade “Le Parkour Aracaju”, no Orkut.

Por Hádam Lima

Fotografia: Saut de Detente. ABPK.


Para mais informações, acesse:

Associação Brasileira de Parkour

Comunidade no Orkut Le Parkour Brasil

Comunidade no Orkut Le Parkour Aracaju

06 junho, 2007

Sergipe sediará Campeonato Norte/Nordeste de Pólo Aquático


De 07 a 10 de junho, o Parque Aquático “Zé Peixe”, localizado em Aracaju, será o palco das competições do Campeonato Norte/Nordeste de Pólo Aquático categoria sub-18. O evento será promovido pela Federação Aquática de Sergipe (Fase) e contará com a participação de clubes de outros cinco estados, além do anfitrião: Amazonas, Paraíba, Rio Grande do Norte, Ceará e Pernambuco.

“A nossa intenção é resgatar o pólo aquático”, comenta o presidente da Fase, Márcio Porto. Segundo ele, o principal objetivo da competição é movimentar o esporte, que estava esquecido não só em Sergipe, mas também nos demais estados da região Nordeste. Além disso, Porto espera que a competição sirva como uma alavanca de divulgação do pólo aquático e atraia novos praticantes.

A iniciativa para a organização do campeonato partiu de alguns amantes do esporte em Sergipe, entre eles o diretor de pólo aquático da Fase, Manuel Pipoka. Impulsionado pelo sucesso da I Copa Caju de Pólo Aquático, que aconteceu em 2006, Pipoka formalizou um pedido junto à Confederação Brasileira de Esportes Aquáticos (CBDA), que foi prontamente atendido. A partir de então, a comissão organizou todos os preparativos e mobilizou-se para divulgar o evento junto a possíveis clubes participantes.

Sergipe será representado pela equipe H2O, treinada pelo técnico Fernando Gaúcho. Formado há cerca de seis meses, o time é uma seleção dos melhores jogadores dos campeonatos escolares do estado. Apesar de ser uma equipe jovem e recém-formada, a H20 espera alcançar bons resultados na competição, principalmente por conta do trabalho desenvolvido nos treinamentos.

Para o atleta Antônio Yuri, conhecido como Tonhão, a competição será uma ótima oportunidade para mostrar tudo aquilo que ele e seus companheiros de time vêm desempenhando durante os treinamentos. “Nosso objetivo é mostrar todo o nosso potencial. Se por acaso não ganharmos, ao menos representaremos bem o nosso Estado”, afirma Yuri, que pratica o esporte há dois anos.

O assessor técnico da H2O, Cláudio Maynart, encara o torneio como uma ótima oportunidade para a interação entre os clubes participantes. Apesar de compreender o favoritismo da equipe do Amazonas, Maynart acredita que a troca de experiências servirá para o aprimoramento técnico e fortalecimento do esporte.

Apoio

Para a organização do campeonato, a Federação Aquática de Sergipe contou com o apoio da Secretaria de Estado do Esporte e do Lazer, que irá ceder o espaço do Ginásio Constâncio Vieira para o alojamento dos atletas. No entanto, o presidente da Fase, Márcio Porto, afirma que ainda existem muitas dificuldades para a obtenção de patrocínios. “Sergipe é um estado em que o pólo aquático está ressurgindo e segue em busca de patrocinadores para viabilizar disputas em competições de nível nacional”, completa. Porto também acredita que a chegada desses investimentos dependerá da organização de mais eventos com resultados observáveis.

Outros eventos

Aproveitando o campeonato Norte/Nordeste, a Fase também realizará um curso de arbitragem de pólo aquático com Roberto Cabral, integrante do quadro da Federação Internacional de Natação (Fina).

No dia 16 de junho, o Parque Aquático “Zé Peixe” receberá uma maratona festiva para a confraternização dos praticantes de pólo aquático e fechamento das atividades do primeiro semestre de 2007. Serão oito horas do esporte, começando às 9h e com fim às 17h.

A modalidade

O pólo aquático foi inventado oficialmente na Europa do final do século XIX. Até então, o jogo era denominado de rúgbi aquático. O futebol e o pólo aquático foram os primeiros esportes coletivos oficiais a integrarem as olimpíadas dos tempos modernos. Daqueles tempos para cá, a modalidade já passou por várias adaptações até chegar a sua forma atual.

Atualmente, a disputa é feita por sete jogadores, incluindo o goleiro. No jogo, os atletas dispõem de 30 segundos para realizar as jogadas. A bola não pode ser segurada com as duas mãos juntas por qualquer jogador, exceto o goleiro. Nenhum jogador pode afundar a bola ou apoiar-se no fundo ou bordas da piscina.

As dimensões das piscinas são de 30m x 20m para o masculino e 25m x 17m para as mulheres. O gol é representado por uma baliza de 3m x 90cm acima da superfície da água. As partidas são de quatro tempos de sete minutos cada, com intervalos de dois minutos entre cada etapa. O pólo aquático também possui cobranças de escanteio, pênalti e falta.

Por Taís Olívia

Para obter mais informações, acesse:

13 fevereiro, 2007

Pára-quedismo atrai novos adeptos em Aracaju


Emoção, adrenalina e sintonia com a natureza, estas são algumas das sensações vividas por quem salta de pára-quedas. Um instrumento que há pouco tempo era utilizado quase que exclusivamente como meio de suprir necessidades de tropas em épocas de guerras, hoje possibilita a prática de um esporte radical com adeptos em boa parte do mundo, inclusive em Aracaju.

Na capital sergipana, o pára-quedismo teve sua estréia em 1973, quando uma equipe de Recife realizou diversos saltos de demonstração. O ocorrido despertou o interesse de alguns aventureiros locais, dentre eles o estudante Marco Antônio Aragão Lobão, que resolveu fazer um curso na própria Recife e não largou mais o esporte. Hoje, com a experiência de quem já saltou quase 1000 vezes, ele é o presidente do único clube da modalidade existente no Estado.

A prática em Aracaju teve vários momentos de instabilidade, no entanto, desde 1995 mantém certa regularidade. Segundo Aragão, aqui é um bom local para saltar por diversos fatores como o clima propício, o vento não muito forte e a pouca chuva. “Além do que as praias têm uma área extensa para o pouso em linha reta”, explica. Aragão ainda revela que, devido à boa iluminação, a orla de Aracaju é a única do país que tem permissão para saltos até a meia noite.

Um campeonato local não acontece desde 2001, quando foi realizado o primeiro e último até então. O motivo exposto pelos praticantes está num problema que atinge a grande maioria dos esportes em Sergipe: a falta de patrocínio. Outra dificuldade é a carência de pilotos com licença para fazer esse tipo de vôo.

Novos adeptos

Aragão ressalta que os cursos de pára-quedismo normalmente têm uma boa procura, apesar de o valor gasto ser uma dificuldade extra, principalmente para quem está iniciando. “Chega a custar o dobro se comparado com quem já tem experiência porque assim que entra o aluno gasta com equipamento e aulas”, justifica.

A engenheira civil Elaine Santana Silva, 27 anos, conta que sempre quis experimentar, mas começou mesmo a praticar pára-quedismo em 2001 por causa de um ex-namorado. “Ele viu um anúncio e me deu um curso de presente”, conta a jovem que se diz apaixonada por adrenalina. Questionada se relutou na hora de saltar, diz que “quando uma pessoa deseja muito uma coisa não tem medo, mas, sim, vontade”.


Esporte Seguro

O pára-quedismo é um esporte muito rigoroso nas normas, tanto que é considerado um dos mais seguros dentre os denominados “esportes radicais”. Antes de se comprometerem a dar aulas a algum interessado, os cursos exigem exames para que sejam comprovadas condições básicas de saúde. Pessoas com enfermidades relacionadas ao coração, por exemplo, devem evitar a modalidade.

ASL e AFF

As escolas de pára-quedismo devem seguir regras mundialmente estabelecidas pela Federação Aeronáutica Internacional, através de seu Comitê Internacional de Pára-quedismo. Dessa forma, existem dois métodos de aprendizado, o Accelerated Static Line (ASL) e o Accelerated Free Fall (AFF).

O ASL é um curso para iniciantes que, justamente por atingir adeptos sem experiência, tem uma preocupação extra com a segurança dos alunos. Nele são dados os conhecimentos teóricos e práticos básicos. Os primeiros saltos são com uma fita presa ao avião que, quando estica dá início ao processo de acionamento do pára-quedas. Já o AFF é mais avançado, cabendo ao aluno desde o primeiro salto a responsabilidade pelo acionamento.

Por Hádam Torres

Para mais informações, acesse:

Confederação Brasileira de Paraquedismo

Aragão, Equipe Boa Luz: (79)9992-8942

Foto: Federação Baiana de Pára-quedismo


29 janeiro, 2007

Futebol Americano em versão brasileira ganha adeptos em Aracaju
















A bola é chutada. Ambos os times correm em direção a ela. O receptor do time vermelho agarra a bola e dispara em alta velocidade em direção ao lado adversário. Em seguida, dribla dois jogadores do time azul, mas é interrompido em sua corrida por um terceiro que o derruba pela cintura em direção ao chão. As areias da praia de Atalaia amortecem a queda de ambos. Os jogadores se levantam e apertam as mãos em um cumprimento de respeito. O time vermelho comemora, pois conseguiu avançar 40 jardas. Depois mais 20 para, então, marcar o ponto da vitória.

Para os que não compreenderam esta narração, trata-se de uma jogada típica do Futebol Americano. O objetivo do jogo é avançar a bola em direção ao final do campo adversário, o que acarretará em pontos. No final do jogo, a equipe que somar mais pontos é consagrada campeã. A partida é composta por uma série de jogadas curtas que são interrompidas quando o jogador que estiver com a posse da bola for derrubado. Aliás, apenas o jogador que estiver com a bola pode ser empurrado em direção ao chão. E a única parte do corpo permitida de ser agarrada pelos adversários é o tronco. A jogada continua a partir do ponto da queda no campo, cujo tamanho é calculado por meio de jardas, onde uma jarda equivale a 92 centímetros.

Futebol Americano na praia

No Brasil, a prática efetiva do Futebol Americano teve início nas praias do Rio de Janeiro. Contudo, a falta de acessibilidade aos equipamentos tradicionais e a ausência de espaços apropriados à prática do esporte, fizeram com que houvesse modificações na estrutura da modalidade no país. Assim, o Futebol Americano foi adaptado e deu origem ao Futebol Americano de Praia, ou Beach Football. Nesta nova modalidade, a areia amortece boa parte dos impactos, dispensando a presença da maioria dos equipamentos utilizados na prática original do esporte. O único equipamento recomendado para o Beach Football é o protetor bucal, que evita possíveis lesões na boca em decorrência das quedas.

Em Aracaju, o esporte começou a ser praticado no ano passado quando um grupo de amigos se reuniu para “brincar” de Futebol Americano em versão brasileira – o Beach Football. Com o tempo, a brincadeira passou a ser um hobby e em menos de um ano o número de jogadores triplicou. Hoje, reúnem-se cerca de 20 jogadores nos encontros semanais na Orla de Atalaia. Inclusive, o time de Futebol Americano de Praia já possui nome: Aracaju Bravos.

Sobre os pré-requisitos para se praticar o esporte, Jeancarlos Mota, um dos criadores do Aracaju Bravos, explica que, normalmente, os times de Futebol Americano exigem dois tipos de atletas: fortes ou rápidos, por causa do estilo de marcação e necessidade de velocidade para conquistar os pontos, chamados de touchdowns. “Porém, vários tipos de pessoas estão tentando praticar conosco, às vezes até sem ter esses atributos, e estão se adaptando bem às regras e ao estilo do jogo. Todos são bem vindos para a prática do esporte”.

O time está em processo de preparação para o Camaçari Bowl, competição que será realizada no litoral baiano, tendo a presença de diversas equipes do Nordeste. “Porém, ainda enfrentamos o velho e bom problema com patrocinadores, uma vez que precisamos de uniformes e passagens para ir até o local onde o torneio será realizado” aborda Mota sobre as dificuldades do time.
As reuniões do Aracaju Bravos são realizadas às quintas feiras, na praia de Atalaia, próximo às quadras de basquete da orla turística. Após o mês de janeiro, as reuniões serão transferidas para os domingos, na praia que fica em frente ao Petroclube de Aracaju, no final da Passarela do Caranguejo da Orla de Atalaia.

Por Octávio Ferreira

otaviorx@hotmail.com

Telefones para contato:
Jeancarlos Mota (organizador) - 8102-4234 / E-mail: omega_sephirot@hotmail.com
Madson Rodrigo Silva Bezerra (co-organizador) – 9992-8210

Para mais informações, acesse:

22 janeiro, 2007

Kitesurf é o esporte radical do verão sergipano



Calor intenso, litoral abundante e ventos fortes são ótimos pré-requisitos para se dedicar a um novo esporte como o Kitesurf. Conhecido também como Kiteboarding, ou Flysurf, ele desperta interesse e ganha adeptos entre os sergipanos. Criado em 1985 por dois franceses, os irmãos Bruno e Dominique Legaignoux, o esporte alcançou popularidade na segunda metade da década de 1990, logo se difundindo pelo mundo. Em Sergipe, a atividade começou a ser praticada há quatro anos por alguns interessados e, devido ao grande sucesso, conta hoje com mais de cem praticantes.

Com uma mistura de surfe, windsurf e wakeboard, o Kitesurf é um esporte que utiliza uma pipa e uma prancha. O praticante, com a pipa presa à cintura, coloca-se em cima da prancha e, sobre a água, é impulsionado pelo vento que atinge a pipa. Ao controlá-la, através de uma barra, desliza pela água fazendo manobras radicais de acordo com a intensidade do vento. Aliás, este é um fator fundamental para a prática do esporte. Segundo o instrutor Rodrigo Cardoso, o vento direciona não só o ritmo das manobras, mas também os horários dos treinamentos. “Quando o vento está favorável, vou para o mar e fico lá durante todo o tempo em que as condições permaneçam adequadas", comenta Cardoso.

As competições

Normalmente, as competições são realizadas em forma de baterias, nas quais dois competidores disputam entre si a classificação para uma próxima fase. Aquele que avançar direto da 1ª fase aguarda o campeão da repescagem para a decisão. “No Estado de Sergipe ainda não há competições. Estamos esperando aumentar mais o número de praticantes para assim podermos realizar os campeonatos”, informa Rodrigo Cardoso.

Cursos e instruções

Qualquer pessoa pode praticar o esporte, basta saber nadar. Entretanto, recomenda-se o acompanhamento de um instrutor ou de uma pessoa que já tenha praticado a modalidade, pois o Kitesurf pode se tornar perigoso, caso não sejam tomados os devidos cuidados. Em Sergipe, já existem instrutores cadastrados que oferecem ao iniciante a oportunidade de praticar o kitesurf com segurança.

Aracaju, conta com duas escolas que ofertam cursos e dão toda a assistência para o iniciante. Em geral, o curso é tem uma duração de 10 horas, abarcando as noções básicas para guiar o equipamento com segurança. “O Kitesurf, como qualquer esporte radical, apresenta riscos e você tem que saber o que está fazendo, tem que ser prudente. Então o iniciante não pode simplesmente pegar a prancha e andar sozinho, pois sem os devidos conhecimentos ele pode se machucar ou ferir alguém”, ressalta Cardoso.

Por Taís Olívia

Para maiores informações, acesse:

Associação Brasileira de Kitersuf

Aracaju Kitesurf school

Base Kitesurf

12 janeiro, 2007

Cresce Aeromodelismo em Sergipe


O aeromodelismo, seja como hobby ou modalidade de competição, proporciona aos seus praticantes diversão e uma oportunidade de ampliar seus conhecimentos. Introduzido no estado em meados da década de 1950, a atividade sempre passou por altos e baixos, mesmo após a criação do Clube de Aeromodelismo de Sergipe (CAS), em 1991. Atualmente, a prática começa a ganhar novo fôlego com o aumento no número de seus adeptos.

Pensando no novo público, o diretor técnico do CAS, Irineu Lima, prevê que dentro de poucos meses a atual pista, com 120 metros, localizada na Orla de Atalaia, não será mais capaz de abrigar todos os adeptos. “Ultimamente, nos fins de semana, devido a grande procura para os vôos, a pista tem ficado lotada. Mesmo com as melhorias feitas ao longo dos anos, com novo asfalto e cercamento do local, precisamos de uma área maior que comporte mais pessoas sem que isso inflija às normas de segurança”, comentou Lima.

A estrutura limitada dificulta ainda a realização de campeonatos e torneios internos. A falta de organização e de investimentos prejudicou durante muito tempo a divulgação do esporte no estado. Entretanto, o diretor técnico do CAS acredita que a reestruturação do clube, realizada em 2004, e o incremento dado pela chegada de novas pessoas possibilitarão a realização de mais campeonatos e a divulgação do esporte.

O CAS marcou presença em diversas competições de aeromodelismo no Brasil. Ganhou o terceiro lugar na modalidade “Combate - F2 D” (1991) e o segundo lugar em “Combate NAC” (1993). Hoje, o clube possui 39 associados, número que crescerá com a chegada dos novos adeptos em fase de treinamento para piloto de aeromodelo.

Modelos e Categorias no aeromodelismo

Com a finalidade de simular os controles de uma aeronave de verdade, os modelos atuais utilizam tecnologias cada vez mais avançadas. No aeromodelismo, as categorias são determinadas pela tecnologia da aeronave. Na categoria Vôo Circular Controlado (VCC), o equipamento é ligado ao aeromodelista por meio de cabos, na Rádio Controlado (RC) ele é ligado por rádio de controle remoto e na de Vôo Livre o aeromodelo, depois de lançado, não sofre nenhuma interferência do aeromodelista. A categoria mais praticada é a de Rádio Controlado (RC), cujas aeronaves podem ter motores à combustão interna e motores elétricos. Os modelos mais modernos voam a mais de 200 metros de altitude e chegam a uma velocidade de 400 km/h.

Regras de Segurança

O aeromodelismo, como qualquer outro esporte, possui regras. Estas abrangem desde a construção do modelo até sua utilização em vôo. Além dos conhecimentos sobre segurança de vôo, os praticantes devem possuir registros específicos e estarem vinculados a entidades. As normas de segurança servem para reduzir o número de acidentes e os riscos de danos aos pilotos, ao público e ao patrimônio.

Para saber mais sobre a modalidade e suas normas de segurança, acesse:

Foto: www.bonamassa.com.br

Por Tais Olivia

12 dezembro, 2006

Sergipe tem futebol!

As regiões Sul e Sudeste do país desconhecem nosso futebol. Pode parecer exagero, mas é a pura verdade. Há alguns dias, em conversa “on-line” com um velho amigo que reside em Araraquara (SP), levantei a seguinte questão: “Anthony, você saberia me dizer o nome de dois clubes sergipanos?”, após alguns minutos de espera, respondeu: “Rapaz, agora você me pegou”. Em outras palavras (para que não restem dúvidas) ele não soube responder.

Por mais que goste do esporte, essa parcela do público futebolístico não tem a menor curiosidade em se inteirar sobre Futebol Sergipano. E por que isso? Dentre tantas as causas, o fraco desempenho em competições de âmbito nacional é a maior delas. No Campeonato Brasileiro, por exemplo, os clubes sergipanos ano após ano realizam campanhas insignificantes, sendo eliminados bem antes das fases finais (que dão acesso às divisões superiores).

No dia 8 de dezembro foi divulgada a tabela da Copa do Brasil de 2007. Os times que representarão o nosso Estado enfrentarão equipes de destaque no cenário nacional. A Associação Desportiva Confiança e Olímpico Pirambu Futebol Clube enfrentarão Bahia e Corinthians (SP) respectivamente. Eis uma grande chance de “aparecer” para o Brasil.

É comum à Copa do Brasil apresentar algumas surpresas. Nesse torneio, duas situações costumam trazer os holofotes da mídia para clubes pequenos. A primeira é quando um clube inexpressivo elimina um dos “grandes” da primeira divisão. Assim foi com o ASA de Alagoas em 2002 – ano em que eliminou o Palmeiras. A segunda seria quando tal clube chega às finais da competição. Um exemplo ocorreu na final da Copa do Brasil de 2002, quando o Brasiliense disputou contra Corinthians, mas acabou perdendo.

“Corinthians é eliminado por clube desconhecido”. Alguém duvida que essa possa ser a manchete de jornais, numa improvável vitória do Pirambu na Copa do Brasil? O curioso é que o time sergipano daria um primeiro passo (e que passo!) rumo ao conhecimento nacional.

Voltando àquela conversa “on-line”, vale colocar que Anthony, em outro momento, arriscou: “Tem um time com o nome Sergipe não é?”. Chute certeiro. Quem sabe se até o fim da Copa do Brasil ele não consegue completar a resposta.
.
Por Hadam Lima
.