13 fevereiro, 2007

Projeto Mãe Canguru humaniza o tratamento de recém-nascidos de baixo peso

















Com o projeto Mãe Canguru, a maternidade Hildete Falcão busca humanizar o tratamento de recém-nascidos prematuros e com baixo peso e de sua família, possibilitando uma alta precoce e amenizando os problemas de infra-estrutura enfrentados pela maternidade. O projeto já é desenvolvido em diversos hospitais do Brasil, mas, em Sergipe, a maternidade Hildete Falcão é pioneira na oferta desse serviço.

O projeto Mãe Canguru conta com quatro enfermarias, cada uma com três leitos, uma UTI neonatal, que recebe tanto os recém-nascidos do projeto como os que têm peso normal, um ambulatório e um banco de leite, o segundo do Estado. Segundo o coordenador do projeto, Alex Santana, o número de leitos das enfermarias é insuficiente. “Às vezes, 30 mães têm que dividir os 12 leitos. Então, fazemos um revezamento”. Santana, afirma ainda que o número de leitos da UTI neonatal da maternidade não é suficiente para atender a todos os bebês que nascem prematuros ou com peso abaixo do ideal. Sobretudo porque a maternidade, além de receber grávidas de todo o estado de Sergipe, também atende grávidas oriundas de alguns municípios dos estados de Alagoas e Bahia.

Sobre a transferência da maternidade Hildete Falcão para a nova Maternidade Nossa Senhora de Lourdes, o coordenador afirma não saber como ficará o espaço para o projeto. “Não sabemos se será maternidade para gravidez de risco, ou não. Se teremos mais leitos, ou não. Espero que ganhemos mais espaço”.

O método Mãe Canguru

O método começa a atuar a partir do momento em que o médico detecta uma gravidez de alto-risco. Algumas vezes, as gestantes já são encaminhas à observação, permanecendo no hospital à espera do parto e recebendo alimentação adequada.

Quando o bebê nasce com baixo peso, ele é encaminhado à UTI neonatal, onde fica sob observação e cuidados do neonatologista e coordenador do projeto, Alex Santana, que conta com uma equipe multidisciplinar composta por pediatras, psicólogos, oftalmologistas, entre outros profissionais.

O recém-nascido permanece na UTI até atingir o peso em que possa ser entregue aos cuidados da mãe – entre 1,65 e 1,8 quilos – quando é transferido para a Enfermaria Canguru.
Nesta fase, a mãe já pode alimentar a criança, sendo orientada pelo pediatra quanto aos cuidados que deve ter com o recém-nascido. No próprio hospital, as mães passeiam com seus filhos no colo, dentro de uma blusa especial, para que possam receber a temperatura que necessitam e já irem se adequando ao colo materno.

Ao atingirem o peso ideal, mamães e bebês são liberados do hospital, mas já saem com consulta marcada para que especialistas acompanhem o crescimento e desenvolvimento da criança. “Ao sair daqui, eles ainda são acompanhados e marcamos suas consultas. É tudo bem organizado”, afirma o pediatra e coordenador do projeto.

Desenvolvimento do bebê

Segundo Santana, o contato com a mãe é muito importante para o desenvolvimento da criança. Ele esclarece que antes, os recém-nascidos em risco permaneciam na UTI neonatal até atingirem 2 quilos e praticamente não tinham um acompanhamento adequado. Assim, os bebês apresentavam um desenvolvimento diferente em comparação com o de uma criança nascida com peso normal.

Com o projeto, além de a criança ganhar os braços e os cuidados da mãe, ambos são acompanhados por uma equipe de médicos especializados. Para o coordenador do projeto, é notável a diferença no desenvolvimento de uma criança que fica na UTI neonatal com a de uma que participa do Projeto Canguru. “Agora, as crianças crescem sem seqüelas. O que não acontecia quando se conservavam na UTI”. Santana ainda acrescenta que o projeto Mãe Canguru também visa humanizar a relação entre mães e bebês em risco, que antes ficavam separados até serem liberados pelo hospital.

Por Adrine Cabral

Fotos: Adrine Cabral

5 comentários:

Anônimo disse...

MUITO INTERESSANTE ESTA MATÉRIA!!!!!RECENTEMENTE LI UMA MATE´RIA SEMELHANTE NO SITE DO GOVERNO ESTADUAL. MAS ESTA AQUI PUBLICADA FOI MAIS PROFUNDA E ABORDOU O TEMA COM MAIS PROPRIEDADE!!!!PARABÉNS!!!!!

Priscila disse...

Muito boa a matéria!!! Parabéns à jornalista que a escreveu!! Sucesso!!!

tete_aju disse...

Vc está de Parabéns. Gostei muito da forma como abordou o tema, ao ser clara e objetiva. Espero nos comunicarmos. Te mandei um e-mail e espero ansiosamente por respostas.

Atenciosamente, Tereza

Cal disse...

Estou com minha filha aqui na maternidade Nossa Senhora de Loudes, estamos no projeto Canguru e realmente nunca ví uma maternidade de primeiro mundo como essa. a Hildete Falcão tem um porte que muitas Particulares não conseguem atingir. Muito Obrigado Dr. Alex por ajudar a salvar a vida da minha princezinha!!!

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