08 fevereiro, 2007

A polêmica em torno de Hugo Chávez

No último dia 10 de janeiro, Hugo Chávez assumiu a presidência da Venezuela pela terceira vez sucessiva. A “re-reeleição” só foi possível devido a mudanças feitas na legislação do país enquanto o governante ainda cumpria seu segundo mandato. Segundo a repercussão do fato na imprensa mundial, embora o plano de governo de Chávez tenha sido, ao menos aparentemente, bem aceito pelos venezuelanos, ele levantou fortes receios na maioria das democracias ao redor do planeta. O presidente segue um estilo de chefe de Estado bastante parecido com o de Fidel Castro, de Cuba, e com o de outras novas lideranças emergentes na América Latina, como Evo Morales, da Bolívia.

O CONTEXTO ouviu as opiniões do sociólogo José Rodorval Ramalho e do filósofo William Piauí sobre o que representa a figura de Hugo Chávez para o país que governa e para o próprio continente que habita, as entrevistas podem ser lidas abaixo.


Hugo Chávez não traz nada de novo para a América Latina


Hugo Chávez é um político latino-americano típico: detesta a democracia e o livre-mercado, cultuando o poder que deve ter o Estado para controlar a economia e a política. Não é por outros motivos que nós (latino-americanos) somos o que somos – economicamente atrasados e politicamente autoritários. Se observarmos a história da América Latina, encontraremos vários líderes como o coronel Chávez: Getúlio Vargas, Perón, Haya de la Torre, Lula, Morales e tipos até mais radicais, como são os casos de Pinochet e Fidel Castro.

De forma nenhuma se pode pensar que Hugo Chávez está caminhando para a implantação de um socialismo inovador no século XXI. O socialismo chavista é uma variação em torno do mesmo tema: ditadura política e estatização da economia em níveis extremamente elevados. Em outras palavras, o velho e inviável socialismo, já sepultado pelo século XX no mundo desenvolvido. Não é à toa que o coronel é um entusiasta de Fidel Castro.

As novas medidas que foram tomadas pelo presidente venezuelano estão totalmente coerentes com a escalada totalitária. Com a Lei Habilitante, por exemplo, o Congresso concedeu ao Presidente o direito de não precisar mais do Legislativo. É uma cópia radicalizada das Medidas Provisórias no Brasil. Como podemos ver, trata-se de uma cultura política que centraliza tudo no Estado, através do governante de plantão. Outra medida que é típica das ditaduras de esquerda é a possibilidade de reeleição sem limites, o que torna o regime uma “ditadura branca”, pois como o Estado detém, praticamente, todo o poder, fica difícil derrotar quem controla a máquina estatal. O uso da democracia para desestruturá-la não se constitui, exatamente, numa novidade. Hitler, é bom lembrar, foi eleito e posteriormente usou seu poder para acabar com as instituições democráticas.

O grande problema é que a sociedade venezuelana não conseguiu construir, ao longo da sua história, uma sociedade aberta, com incentivo à livre-iniciativa, uma democracia representativa consistente, o investimento em educação básica, ciência e tecnologia etc. Assim, a sociedade fica vulnerável à emergência desse tipo de demagogo com delírios totalitários, sobretudo quando, no poder, utiliza a distribuição de dinheiro para os mais pobres (larga maioria) e os contenta com esse tipo de política. Aqui, no Brasil, funciona da mesma forma. Todos querem que o Estado os proteja. Usineiros, sem-terra, juízes, professores, parlamentares, ex-terroristas, exportadores etc. O problema é que esse tipo de política não se sustenta no longo prazo. O Estado não dispõe de recursos ilimitados, mais cedo ou mais tarde implode.

No que se refere à inserção de Hugo Chávez no continente americano, é importante notar que, embora não vejam com bons olhos as atitudes de Chávez, ao menos por enquanto, as relações diplomáticas entre os Estados Unidos e a Venezuela não foram interrompidas. De forma nenhuma os EUA agiriam com Hugo Chávez da mesma forma que o fez com Sadam Hussein. A Venezuela é absolutamente insignificante para uma ação daquela natureza. Outra questão que é bom lembrar: por que a Venezuela não deixa de vender petróleo aos EUA? Chávez é um ditador, mas não é burro. Os americanos são os principais clientes do petróleo venezuelano. Se os Estados Unidos suspenderem essas compras, a Venezuela quebra.

José Rodorval Ramalho é doutor em Sociologia e professor do Departamento de Ciências Sociais da Universidade Federal de Sergipe (UFS).


Hugo Chávez é o “chato” do momento

Hugo Chávez é apenas mais um líder da América Latina que conseguiu “propagandear” a si mesmo. Ele é o grande propagandista do populismo no continente agora, e todas as medidas que ele toma têm a ver com isso. Um exemplo disso está na utilização que Chaves faz dos meios de comunicação, a exemplo do programa televisivo semanal “Alô, Presidente!”, apresentado pelo próprio Chávez. Ele fala principalmente de afeto, mas todos os problemas da Venezuela são tratados nesse programa. É algo puramente populista. Por exemplo, o anúncio de compra de armas é uma coisa absurda. Quem é Hugo Chávez para fazer esse tipo de provocação?

Às vezes, levantam-se questões que relacionam o Hugo Chávez com a problemática da economia latino-americana, mas os motivos que supostamente levam a isso não existem. Vamos pensar no nacional, por exemplo. O Brasil não é uma nação em que outras não devam investir por conta da política de outro país. O momento econômico é bom, há uma série de recordes batidos nas diversas áreas de produção que constroem uma excelente imagem da economia brasileira lá fora. Se não estão investindo tanto na América Latina, não é em razão do populismo do Hugo Chávez. No final das contas, tem muito mais a ver sobre como os países estão encarando uma série de problemas que acontecem particularmente em cada um deles.

Hugo Chávez, para muita gente, é o “chato” do momento, e não existe motivo melhor para explicar isso senão a onda de “impopularidade” enfrentada pelos governos da maioria dos países. A maior parte dos governantes está tomando uma série de medidas impopulares, ligadas, por exemplo, às reformas dos sistemas previdenciários. Medidas impopulares sempre geram conflitos sociais. Mas um governo populista faz justamente o contrário.

É preciso atentar para o fato de que Hugo Chávez, muitas vezes, se protege sob o escudo do “socialismo inovador”, e isso é mais um fator fundamental na sua aceitação popular, pelo menos dentro da Venezuela. Mas é sempre muito difícil e arriscado se falar de socialismo inovador. Os governos na América Latina têm feito uma série de mudanças e o Brasil também é um exemplo disso. Recentemente, vi uma entrevista do presidente da Nicarágua na qual ele dizia que as iniciativas tomadas por boa parte dos governos latino-americanos tendem a despertar o interesse do mundo, de uma forma ou de outra. Surpreendi-me quando ele disse que vai abaixar o próprio salário.

A verdade é que a América Latina nunca esteve tão interessante. Hugo Chávez sozinho de maneira nenhuma constitui isso. Temos um Brasil onde os parlamentares estão aumentando seus salários, mas isso não diminui a importância que o Lula tem como liderança na América Latina, já que ele também tem uma história com o socialismo, ou pelo menos com a “esquerda”. De repente, alguém poderia dizer que o “socialismo” do Lula também é inovador. Para mim, o socialismo sempre foi a mesma coisa. Não me arrisco a dizer que ele existe hoje, na América Latina, como algo de novo. A figura do Hugo Chávez pode até ser inovadora, mas de maneira nenhuma as medidas tomadas por ele o são.

William Piauí é doutor em Filosofia e professor do Departamento de Filosofia da Universidade Federal de Sergipe (UFS).


Por Luís Fernando Lourenço
kegardos@hotmail.com

07 fevereiro, 2007

Cinema no Campus promove a integração entre os estudantes na hora do almoço


O Cinema no Campus é um projeto da Coordenação de Promoções Culturais e Recreativas (COPRE) que consiste na exibição de filmes no auditório da Reitoria da Universidade Federal de Sergipe, no campus de São Cristóvão. O projeto acontece às quintas-feiras, ao meio-dia e segundo o professor Marcos Monteiro, Coordenador da COPRE, o objetivo deste é dinamizar e incentivar a cultura no campus universitário, promovendo a integração dos estudantes no intervalo do almoço.

O projeto foi idealizado pelo atual Pró-Reitor de Assuntos Estudantis, o professor Arivaldo Montalvão, no ano de 1994 e desde então o Cinema no Campus funciona com bom resultado. Anteriormente, os filmes eram projetados em uma tela de pequenas dimensões, hoje já é possível assistir aos filmes em uma tela maior. “O auditório da Reitoria toda quinta-feira vira cinema”, declara o Coordenador Marcos Monteiro. Além disso, o projeto não acontece apenas em São Cristóvão, também são realizadas exibições no Campus de Itabaiana, todas as quartas-feiras. Segundo o coordenador, alguns filmes exibidos nos dois locais são polêmicos, o que abre também a oportunidade para a participação de especialistas, como o jornalista e crítico de cinema Ivan Valença, em palestras e debates.

Seleção dos filmes

Várias são as formas de seleção dos filmes. Durante as exibições, são distribuídos papéis avulsos em que o aluno pode escolher o gênero do filme que deseja assistir ou até mesmo indicar um filme. É a partir desse levantamento que é realizada a seleção dos filmes. Existe também a possibilidade dos centros e diretórios acadêmicos e professores solicitarem a exibição de filmes específicos para propiciar uma discussão com seus alunos.

A internet também é utilizada como recurso para a seleção de filmes que é feita mediante o acesso a um site especializado, onde é possível encontrar críticas cinematográficas e notas atribuídas por especialistas aos filmes. Os filmes que recebem nota 10 são selecionados e exibidos no cinema do campus. Os vídeos são fornecidos gratuitamente pela Supervídeo Locadora em parceria com a Universidade.

Cinema e Arte

O Cinema no Campus não acontece de forma isolada. De acordo com Marcos Monteiro, a nova gestão da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (PROEST), percebeu que na universidade existem diversos alunos que cantam, declamam poesias, fazem teatro e outros tipos de manifestações artísticas. Dessa forma foi criado um subprojeto chamado “Intervenções Artísticas”, onde o aluno com talentos artísticos pode se apresentar antes das exibições dos filmes. Para participar do ‘Intervenções Artísticas’ os interessados devem se dirigir à COPRE, preencher uma ficha de inscrição e levar uma foto para divulgação junto aos cartazes dos filmes.

Sucesso nas exibições

O público comparece ao cinema. No ano passado, cerca de 3.344 pessoas participaram das 38 exibições. O monitoramento do número de alunos que participam do Cinema no Campus é feito através das assinaturas e especificações dos cursos que os estudantes freqüentam. Eles assinam um livro de ata antes de assistir ao filme e, no fim de cada período letivo é levantada uma estatística. Porém o coordenador ressalta que “esse livro não traz o dado real porque muitas vezes o aluno não assina”.

A COPRE

A Coordenação de Promoções Culturais e Recreativas (COPRE) é o setor da PROEST responsável pela integração da comunidade acadêmica com uma perspectiva democrática. O Cinema no Campus é um exemplo desse projeto de integração, “ele é do estudante, ele não é um projeto da PROEST. Esta apenas criou e operacionaliza, mas quem manda no projeto, democraticamente, são os estudantes, eles são os que dizem qual o filme que querem assistir”, afirma Marcos Monteiro. Além desse projeto, a COPRE também é responsável pelo Projeto Folclore no Campus, pela Mostra de Artes Visuais, pela Recepção Institucional aos novos universitários, pelo apoio a eventos estudantis, entre outros.

Programação do Cinema no Campus:

01/02/2007 – Por um Triz
08/02/2007 – Viva Zapata
15/02/2007 – Uma vida iluminada


Por Grazielle Matos

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COPRE

Email: copre@ufs.br

Telefone: 2105-6425

30 janeiro, 2007

Calor em Sergipe aumenta e exige cuidados da população



Aqueles que acham que o início de 2007 está muito quente, cuidem-se! Nos próximos três meses as temperaturas permanecerão elevadas. A previsão é de que a máxima durante este período oscile entre 30° e 33°C. O meteorologista Marcos Paulo Pereira, do Centro de Meteorologia de Sergipe disse que na parte norte do Estado, principalmente no Sertão, a temperatura poderá atingir picos de até 36°C.


Efeito Estufa

De acordo com Marcos Paulo Pereira, a temperatura máxima deste mês de janeiro oscilou entre 0,5° e 1° a mais, quando comparado com o mesmo período de 2006. Para ele, “esse aumento já pode ser uma evidência do aquecimento global, devido à grande concentração de dióxido de carbono na atmosfera”. O dióxido de carbono, mais conhecido por gás carbônico, é um dos responsáveis pelo efeito estufa. Esse fenômeno garante a manutenção da temperatura na Terra e foi o que possibilitou um grau ótimo de temperatura para a existência de vida no planeta. Pereira explica que durante o século XX a concentração de dióxido de carbono e metano, ambos os gases do efeito estufa, aumentou respectivamente, 33% e 100%. Esses gases permanecem na camada troposférica, barrando a irradiação emitida pela Terra, acumulando energia, ou seja, calor.

O meteorologista chama atenção para o fato de que esse aquecimento provoca também uma maior concentração de vapor de água na atmosfera terrestre, devido à evaporação. E isso pode ocasionar eventos extremos, como o detectado no ano passado no Sertão sergipano, onde se formou uma ilha de calor caracterizada pela permanência de uma temperatura máxima com 5°C superior a média climática, no período de seis dias.

Esse aumento da temperatura provavelmente cessará a partir do mês de maio, pois, “com o início da estação mais chuvosa a temperatura máxima pode ficar inferior a 30°C”, tranqüiliza Pereira. Mas vale lembrar que as chuvas já poderão estar presentes no mês de março, com a precipitação acima de 50 mm.

Ação humana

O Coordenador do Centro de Meteorologia e Recursos Hídricos (CMRH), Overland Amaral acredita que esse aumento da temperatura é uma conseqüência da ação humana, pois o desmatamento de áreas verdes e a utilização de combustíveis fósseis (carvão, petróleo e gás natural) contribuem para a concentração do gás carbônico na atmosfera. Segundo o coordenador, esse aquecimento provoca um desconforto ambiental que vai além do calor excessivo chegando a afetar a saúde.

O clínico médico João Augusto Oliveira concorda com Overland Amaral e recomenda que se evite a exposição ao sol no período das 10 às 14h, além disso, ele salienta a importância do uso de protetor solar para a prevenção dos possíveis danos provocados pela exposição excessiva ao sol, como lesões e até mesmo câncer de pele.

Por Grazielle Matos
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Efeito estufa

Centro de Meteorologia de Sergipe

Imagem: http://educar.sc.usp.br/licenciatura/2003/ee/Efeito_Estufa.html

29 janeiro, 2007

Futebol Americano em versão brasileira ganha adeptos em Aracaju
















A bola é chutada. Ambos os times correm em direção a ela. O receptor do time vermelho agarra a bola e dispara em alta velocidade em direção ao lado adversário. Em seguida, dribla dois jogadores do time azul, mas é interrompido em sua corrida por um terceiro que o derruba pela cintura em direção ao chão. As areias da praia de Atalaia amortecem a queda de ambos. Os jogadores se levantam e apertam as mãos em um cumprimento de respeito. O time vermelho comemora, pois conseguiu avançar 40 jardas. Depois mais 20 para, então, marcar o ponto da vitória.

Para os que não compreenderam esta narração, trata-se de uma jogada típica do Futebol Americano. O objetivo do jogo é avançar a bola em direção ao final do campo adversário, o que acarretará em pontos. No final do jogo, a equipe que somar mais pontos é consagrada campeã. A partida é composta por uma série de jogadas curtas que são interrompidas quando o jogador que estiver com a posse da bola for derrubado. Aliás, apenas o jogador que estiver com a bola pode ser empurrado em direção ao chão. E a única parte do corpo permitida de ser agarrada pelos adversários é o tronco. A jogada continua a partir do ponto da queda no campo, cujo tamanho é calculado por meio de jardas, onde uma jarda equivale a 92 centímetros.

Futebol Americano na praia

No Brasil, a prática efetiva do Futebol Americano teve início nas praias do Rio de Janeiro. Contudo, a falta de acessibilidade aos equipamentos tradicionais e a ausência de espaços apropriados à prática do esporte, fizeram com que houvesse modificações na estrutura da modalidade no país. Assim, o Futebol Americano foi adaptado e deu origem ao Futebol Americano de Praia, ou Beach Football. Nesta nova modalidade, a areia amortece boa parte dos impactos, dispensando a presença da maioria dos equipamentos utilizados na prática original do esporte. O único equipamento recomendado para o Beach Football é o protetor bucal, que evita possíveis lesões na boca em decorrência das quedas.

Em Aracaju, o esporte começou a ser praticado no ano passado quando um grupo de amigos se reuniu para “brincar” de Futebol Americano em versão brasileira – o Beach Football. Com o tempo, a brincadeira passou a ser um hobby e em menos de um ano o número de jogadores triplicou. Hoje, reúnem-se cerca de 20 jogadores nos encontros semanais na Orla de Atalaia. Inclusive, o time de Futebol Americano de Praia já possui nome: Aracaju Bravos.

Sobre os pré-requisitos para se praticar o esporte, Jeancarlos Mota, um dos criadores do Aracaju Bravos, explica que, normalmente, os times de Futebol Americano exigem dois tipos de atletas: fortes ou rápidos, por causa do estilo de marcação e necessidade de velocidade para conquistar os pontos, chamados de touchdowns. “Porém, vários tipos de pessoas estão tentando praticar conosco, às vezes até sem ter esses atributos, e estão se adaptando bem às regras e ao estilo do jogo. Todos são bem vindos para a prática do esporte”.

O time está em processo de preparação para o Camaçari Bowl, competição que será realizada no litoral baiano, tendo a presença de diversas equipes do Nordeste. “Porém, ainda enfrentamos o velho e bom problema com patrocinadores, uma vez que precisamos de uniformes e passagens para ir até o local onde o torneio será realizado” aborda Mota sobre as dificuldades do time.
As reuniões do Aracaju Bravos são realizadas às quintas feiras, na praia de Atalaia, próximo às quadras de basquete da orla turística. Após o mês de janeiro, as reuniões serão transferidas para os domingos, na praia que fica em frente ao Petroclube de Aracaju, no final da Passarela do Caranguejo da Orla de Atalaia.

Por Octávio Ferreira

otaviorx@hotmail.com

Telefones para contato:
Jeancarlos Mota (organizador) - 8102-4234 / E-mail: omega_sephirot@hotmail.com
Madson Rodrigo Silva Bezerra (co-organizador) – 9992-8210

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26 janeiro, 2007

O que querem Rebelo, Chinaglia e Fruet?


Na vida política brasileira, o ano de 2007 marca o início de uma nova legislatura, um período de quatro anos em que o Senado Federal e a Câmara dos Deputados ficarão – cada – sob a direção de um de seus integrantes. Três nomes estão estampados nas primeiras páginas dos jornais, o de Aldo Rebelo (PCdoB-SP), o de Arlindo Chinaglia (PT-SP) e o de Gustavo Fruet (PSDB-PR). Além do sorriso mal cuidado e das pequenas entradas, os três apresentam em comum o interesse pelo cargo da presidência da Câmara dos Deputados.

A base aliada do governo expõe-se mais uma vez de maneira confusa, contraditória e embaralhada – da última vez que isso aconteceu, o resultado foi Severino Cavalcante. O primeiro a confirmar a participação no pleito que ocorrerá em primeiro de fevereiro foi Aldo Rabelo (PCdoB- SP), candidato à reeleição. Logo depois, para descrédito de todos, Arlindo Chinaglia (PT-SP) também confirmou participação. E, por último, mas não menos importante, Gustavo Fruet (PSDB-PR). Mas por que existem tantas desavenças e por que eles desejam tanto o cargo?

Para Henri Clay, presidente da Ordem dos Advogados de Sergipe (OAB/SE), tudo não passa de uma briga por espaço e poder, um querendo ser maior que o outro. Mas será que esse tipo de ambição não pode ser pernicioso, já que o cargo é tão importante? “É um risco. É um perigo. Faz parte do jogo democrático”, diz ele resignado, mas confiante. Henri Clay espera que a Câmara recobre sua seriedade, sua credibilidade.

Por que tanto interesse em se tornar presidente da Câmara dos Deputados?

Quais são as funções do presidente da Câmara? E por que o posto é tão cobiçado? As duas perguntas foram feitas a 11 alunos da Universidade Federal de Sergipe (UFS), escolhidos aleatoriamente durante a hora do almoço. De todos, quatro resvalaram na resposta correta, enquanto apenas um deles – o estudante de direito João Paulo da Silva Santana – acertou-a. Uma aluna de Letras, do 2º período, tentando escamotear o fato de não saber responder à enquête, mostrou logo muito bom humor – ou nem tanto: “ eu sei que ele rouba!”. Bem, a verdade é que todos eles ficaram surpresos, pois uma pergunta que parecia tão óbvia , tão corriqueira, no final das contas não o foi.

Antes de matar a curiosidade dos entrevistados e dos internautas, é preciso dizer que o Congresso Nacional – ou Poder Legislativo da União – é composto pelas Casas do Senado e da Câmara dos Deputados. O papel do primeiro é atender às necessidades dos Estados brasileiros e do Distrito Federal. Ao passo que o do segundo é atender às necessidades da população brasileira. Em outras palavras, seria legítimo dizer que o presidente da Câmara é também o chefe da representação do povo, como fora apontado pelo juiz Augusto César Leite de Carvalho, mestre em Direito Constitucional e professor de Direito do Trabalho da UFS.

Embora faça parte do Poder Legislativo, o papel principal do presidente da Câmara não é o de criar leis. Sua função, ou melhor, sua responsabilidade é eminentemente política e administrativa. Ele gere o funcionamento da Câmara, anunciando a Ordem do dia, ou seja, é ele quem determina a pauta dos projetos que serão apresentados, acompanhando o andamento e a ordem das discussões e das deliberações sobre as matérias apresentadas. Assim, ele precisa ser um líder nato, para evitar, com punho firme, conflitos dentro da Casa, e para facilitar a resolução de acordos de interesse da Nação (por isso é tão importante a boa relação entre os líderes do Executivo e da Câmara). O presidente da Câmara é a única pessoa que pode abrir impeachment contra o presidente da República – o que é de altíssima relevância. Ele também tem o poder de suspender uma seção e de nomear as Comissões Especiais, como as CPIs (Comissões Parlamentares de Inquérito) que investigam fatos relevantes para a vida pública do país e que influenciam sua ordem constitucional, legal, econômica e social.

O presidente da Câmara é o terceiro homem mais importante da República, isso porque na ausência do presidente e do vice ele assume, interinamente, a chefia do Poder Executivo.

O Poder dos Deputados Federais

O professor Augusto César chama atenção para poder e importância de que os Deputados Federais desfrutam em nosso país. Primeiro, conta, foram eles que criaram a constituição democrática de 1988, que rege o Brasil até hoje. Depois, são eles os encarregados de elaborar e aprovar leis que influem diretamente na vida das pessoas (não esquecer que as leis são a matéria-prima do Poder Judiciário). Ainda, são os únicos que podem vetar o presidente da República, e vetar o veto do presidente. E para finalizar, sancionam ou não as Medidas Provisórias, que são formas autoritárias de o presidente governar.

Por João Serpa

Para maiores informações, acesse:

Câmara dos Deputados

Foto: Plenário Ulysses Guimarães - Câmara dos Deputados.
Fotógrafo: Reynaldo Stavale
Fonte: Banco de imagens da Câmara dos Deputados. SEFOT - Secom

22 janeiro, 2007

Kitesurf é o esporte radical do verão sergipano



Calor intenso, litoral abundante e ventos fortes são ótimos pré-requisitos para se dedicar a um novo esporte como o Kitesurf. Conhecido também como Kiteboarding, ou Flysurf, ele desperta interesse e ganha adeptos entre os sergipanos. Criado em 1985 por dois franceses, os irmãos Bruno e Dominique Legaignoux, o esporte alcançou popularidade na segunda metade da década de 1990, logo se difundindo pelo mundo. Em Sergipe, a atividade começou a ser praticada há quatro anos por alguns interessados e, devido ao grande sucesso, conta hoje com mais de cem praticantes.

Com uma mistura de surfe, windsurf e wakeboard, o Kitesurf é um esporte que utiliza uma pipa e uma prancha. O praticante, com a pipa presa à cintura, coloca-se em cima da prancha e, sobre a água, é impulsionado pelo vento que atinge a pipa. Ao controlá-la, através de uma barra, desliza pela água fazendo manobras radicais de acordo com a intensidade do vento. Aliás, este é um fator fundamental para a prática do esporte. Segundo o instrutor Rodrigo Cardoso, o vento direciona não só o ritmo das manobras, mas também os horários dos treinamentos. “Quando o vento está favorável, vou para o mar e fico lá durante todo o tempo em que as condições permaneçam adequadas", comenta Cardoso.

As competições

Normalmente, as competições são realizadas em forma de baterias, nas quais dois competidores disputam entre si a classificação para uma próxima fase. Aquele que avançar direto da 1ª fase aguarda o campeão da repescagem para a decisão. “No Estado de Sergipe ainda não há competições. Estamos esperando aumentar mais o número de praticantes para assim podermos realizar os campeonatos”, informa Rodrigo Cardoso.

Cursos e instruções

Qualquer pessoa pode praticar o esporte, basta saber nadar. Entretanto, recomenda-se o acompanhamento de um instrutor ou de uma pessoa que já tenha praticado a modalidade, pois o Kitesurf pode se tornar perigoso, caso não sejam tomados os devidos cuidados. Em Sergipe, já existem instrutores cadastrados que oferecem ao iniciante a oportunidade de praticar o kitesurf com segurança.

Aracaju, conta com duas escolas que ofertam cursos e dão toda a assistência para o iniciante. Em geral, o curso é tem uma duração de 10 horas, abarcando as noções básicas para guiar o equipamento com segurança. “O Kitesurf, como qualquer esporte radical, apresenta riscos e você tem que saber o que está fazendo, tem que ser prudente. Então o iniciante não pode simplesmente pegar a prancha e andar sozinho, pois sem os devidos conhecimentos ele pode se machucar ou ferir alguém”, ressalta Cardoso.

Por Taís Olívia

Para maiores informações, acesse:

Associação Brasileira de Kitersuf

Aracaju Kitesurf school

Base Kitesurf

19 janeiro, 2007

Feira de Sergipe 2007 alavanca o setor de artesanato do Estado


A Feira de Sergipe, já em sua oitava edição, acontece de 11 a 21 de janeiro na Praça de Eventos da Orla de Atalaia, Aracaju, e tem como principal finalidade divulgar o artesanato de vários municípios do Estado e ajudar a movimentar a economia local no setor de micro e pequenas empresas. Organizada pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), a Feira deste ano conta com 254 estandes, dos quais 80% estão voltados exclusivamente para o artesanato. Ainda estão presentes 33 estandes de municípios sergipanos onde são expostos produtos típicos das localidades.

Além da presença de artesãos de 48 municípios do Estado, a Feira também conta com a participação de cerca de 70% de artesãos cooperados que fazem parte da Cooperativa de Expo Criação e Arte de Sergipe. De acordo com João Pereira Farias Neto, representante da Cooperativa e que participa da Feira desde o ano passado, o lucro obtido no evento em sua edição anterior foi satisfatório, mas a expectativa para este ano é que seja ainda melhor. “A Feira é o que a gente espera para alavancar o artesanato em Sergipe”, comenta o artesão.

Maria das Graças, artesã há três anos e expositora da Feira de Sergipe pela primeira vez, explica que, para conseguir um estande, primeiramente é necessário que a pessoa possua a carteira de artesão. Depois, os expositores pagam um determinado valor que inclui a iluminação, segurança e a ocupação do estande durante os dez dias em que a Feira é realizada. Para a artesã, essa é uma oportunidade para expor e lucrar com o seu trabalho. O Sebrae/SE também aproveita o evento para expor os projetos desenvolvidos na área de turismo, agronegócio, comércio, serviços e indústria.

O evento na economia sergipana

Com relação ao benefício econômico trazido pela Feira, o Coordenador Geral do evento, Manoel Sobral, explica que desde a sua criação a Feira de Sergipe traz lucros significativos aos artesãos. “Existem artesãos que trabalham (produzem) o ano inteiro para vender na Feira”, explica. Ainda segundo Manoel Sobral, os produtores poderão atingir um lucro muito maior com a inovação trazida pela Feira, a “Vila do Produtor”, uma réplica de um povoado que inclui casas de taipa, igreja e bodega. Além disso, os produtores poderão vender os seus produtos diretamente ao consumidor, evitando, desse modo, os intermediários.

Já para o Prof° Dr° em economia regional e solidária, Ricardo Lacerda, a Feira de Sergipe tem, na verdade, um papel auxiliar dentro da cadeia de turismo do Estado. Segundo ele, a Feira cumpre a função de inter-relacionar os artesãos com seus clientes e concorrentes. “É um momento de interação muito grande e de grande fluxo de informação e conhecimento”, afirma. Quanto aos benefícios econômicos trazidos pela Feira tanto para o Estado quanto para os artesãos, Lacerda diz serem irrisórios, se comparados a outras atividades mais significativas economicamente.

De acordo com Ricardo Lacerda, o setor de artesanato não causa um abalo muito forte na economia de Sergipe por ser um dos setores que não pesa muito na economia do Estado. O economista acredita que o lucro dos feirantes não é extraordinário. Para ele, o que a Feira propicia é uma melhoria nos recursos e contatos ao invés de uma venda grandiosa dos seus produtos. Ainda assim, Lacerda salienta a importância da realização de eventos como esse para o turismo sergipano, já que a Feira se configura como uma atração interessante para os turistas que, além do artesanato, podem usufruir das apresentações artísticas e folclóricas que constam em sua programação.

Por Díjna Torres
hecate_ml@ya

Para maiores informações sobre a Feira de Sergipe, acesse:

Feira de Sergipe

Semana de Atualização em Ensino de Biologia busca preparar alunos e professores


Os Departamentos de Biologia (DBI) e de Educação (DED) da Universidade Federal de Sergipe (UFS) estarão promovendo, entre os dias 22 e 26 de janeiro, a “I Semana de Atualização em Ensino de Biologia”. O evento visa à troca de informações e o aperfeiçoamento de graduandos e professores nas práticas de ensino. Diversos cursos serão ministrados ao longo da semana, com direito à entrega de certificados para aqueles que tiverem 70% de presença nos cursos escolhidos.

A organização do evento faz parte do programa de estágio curricular dos alunos de Licenciatura em Ciências Biológicas, que ministrarão os cursos com debates referentes ao ensino de diversas vertentes da Biologia. Cada curso será coordenado por um professor especialista no tema abordado. Esta prática almeja expor, discutir e aprimorar os conhecimentos acadêmicos junto aos diversos profissionais de ensino.

“Tal iniciativa visa consolidar a formação profissional dos alunos. É a oportunidade de atualização de conteúdos didáticos do Ensino Médio junto aos professores, em especial os da rede pública, propondo e debatendo diversas perspectivas de ensino” expõe a Profª. Drª. Maria Inêz Oliveira Araújo (DED), coordenadora geral do evento.

A abertura do evento será as 9:00h do dia 22 com a palestra “Fundamentações teórico-metodológicas para o ensino de ciências e biologia”, que será ministrado pelo Prof. Msc. Marlécio Maknamara Cunha (DBI). Os cursos terão horários diversificados, podendo atender a todos os interessados. As inscrições serão realizadas na Sala Verde do DED até o primeiro dia do evento. A taxa de inscrição é de R$ 5,00.

Por Octávio Ferreira
otaviorx@yahoo.com.br


Para maiores informações:

Site da I Semana de Atualização em Ensino de Biologia



Telefones:

Sala Verde do DED – 2105-6806

Departamento de Biologia – 2105-6663

18 janeiro, 2007

Curso de Ciência da Atividade Física e do Esporte busca melhorar a capacitação dos profissionais da área


O último vestibular da Universidade Federal Sergipe (UFS), realizado recentemente, apresentou diversas novidades. Dentre tantas, como, por exemplo, mais vagas e novos campus, é bem provável que a mais “festejada” pelos estudantes tenha sido a oferta de novos cursos – alguns até então inexistentes no Estado. É nesse contexto que se enquadra o curso de Ciência da Atividade Física e do Esporte.

O curso foi inserido no manual do estudante, que os vestibulandos recebem no momento em que se inscrevem no vestibular, com o nome de Educação Física – Habilitação em Ciência da Atividade Física e do Esporte, Bacharelado. Já que a Licenciatura continua sendo ofertada, surge a dúvida: é um novo curso ou o antigo foi dividido?

Respondendo à questão, o chefe do Departamento de Educação Física (DEF), professor Pedro Jorge Morais Menezes, diz que “esse é um novo curso”. Diferente da licenciatura, “será voltado para a formação de um profissional que atenderá ao mercado não-escolar”, explicou o chefe do DEF. Ou seja, o graduado em Ciência da Atividade Física e do Esporte atingirá todo o mercado de trabalho da área, com exceção das escolas – função da licenciatura. Assim, academias, hospitais, clubes, condomínios e clínicas passam a ter um profissional direcionado.

Segundo Menezes, o Ministério da Educação (MEC) exigiu essa “melhor distribuição dos conteúdos curriculares” para bem atender à exigência da sociedade. Para o professor, isso foi importante já que há uma preocupação de estarem inserindo no mercado “profissionais com currículos defasados, sem competência de atuar tanto em uma quanto em outra área”, acrescentou o acadêmico.

Como essa divisão de mercado não existia anteriormente, cabia ao profissional formado no curso de Educação Física Licenciatura a competência de atuar em ambas as áreas. Dessa forma, o DEF está num processo de transição. Alunos que ingressaram no curso até o vestibular de 2006 continuam com a grade curricular antiga. Isso significa que suas graduações lhes darão condições de atuar nos campos de abrangência da Licenciatura e do Bacharelado.

2006 e 2007: vagas e concorrências

No Processo Seletivo Seriado 2007, foram disponibilizadas 100 vagas para o curso de Educação Física como um todo. Em relação a 2006, ano em que 80 vagas foram divididas igualmente entre primeiro e segundo semestre, houve um aumento de 25%.

A divisão no último PSS foi feita de maneira que cada Habilitação ficou com metade das vagas. No entanto, Educação Física – Habilitação em Ciência da Atividade Física e do Esporte Bacharelado, iniciará suas aulas no primeiro semestre, enquanto os aprovados em Educação Física Licenciatura começarão a estudar apenas no segundo.

A concorrência no vestibular de 2006 ficou em 14.59 alunos por vaga, uma vez que 1167 candidatos concorreram a 80 vagas. Já este ano a procura diminuiu – possivelmente devido à oferta de novos cursos na área de Ciências Biológicas e da Saúde. Educação Física Bacharelado teve 250 inscritos (cinco candidatos para cada vaga) e Educação Física Licenciatura 439 (8,78 por vaga).


Por Hádam Lima

Para maiores informação sobre a atividade de Educação Física no Brasil, acesse:

Conselho Federal de Educação Física - CONFEF

17 janeiro, 2007

Eleições para Conselhos Tutelares de Aracaju abre debates


Garantir a defesa dos direitos infanto-juvenis em todos os aspectos, sejam eles ligados à educação, saúde, segurança ou alimentação, dentre outros. Este é o princípio básico do CDMCA – Conselho Municipal de Direitos da Criança e do Adolescente – e dos Conselhos Tutelares. Em Aracaju, eles são os responsáveis por fazer cumprir as leis que compõem o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). E no próximo dia 30 de março, os cinco conselhos tutelares da capital passarão por eleições.

Processo Eleitoral


Para cada Conselho Tutelar (CT) são eleitos cinco conselheiros e cinco suplentes. Os candidatos precisam ter experiência reconhecida na área de defesa dos direitos ou atendimento à criança e adolescente. É importante que o conselheiro tenha experiência de, no mínimo, dois anos, já que “ele decide a vida de uma criança ou adolescente através de ações que interferem em decisões judiciais, vez que servem de provas para desencadear processos nas varas criminais”, ressaltou Glícia Salmeron, presidente do CDMCA, conselho responsável pela realização das eleições e de fiscalização do serviço desenvolvido nos CT’s.

Além disso, exige-se do candidato a escolaridade mínima de nível médio completo. Para Jaqueline Cerqueira, conselheira do 3º Distrito de Aracaju, “essa função requer muito conhecimento que não é oferecido pelo 2º grau”. Formada em Serviço Social, Cerqueira afirma que ter o nível superior facilitou o seu trabalho. Em seu Distrito, todos os conselheiros são formados e em distintas áreas, o que para ela “deveria ser uma exigência para a ocupação do cargo”. Glícia Salmeron defende que isso poderia variar de acordo com a realidade de cada município.

A conselheira Jaqueline Cerqueira, candidata à reeleição, denuncia que muitos candidatos se aliarão a políticos e a líderes comunitários para alcançar votos. “No dia da eleição, as pessoas são levadas para votar por estes líderes sem nem mesmo conhecer o candidato”, afirmou Cerqueira. Por sua vez, Glícia Salmeron classifica a politização das eleições dos Conselhos “como o maior entrave para o bom funcionamento dos Conselhos”, pois o candidato eleito “acaba se comprometendo com o adulto e esquece de zelar pelo público infanto-juvenil”, lamenta a presidente do Conselho Municipal. Para corrigir esse problema, ela propõe a realização de concursos públicos para a seleção dos conselheiros.

As inscrições para concorrer ao cargo se encerraram no ultimo dia 10 de janeiro. Os candidatos passarão agora por uma prova escrita com questões sobre Língua Portuguesa, sobre o ECA e sobre a Constituição Federal. Os aprovados (aqueles que obtiverem nota igual ou superior a seis) poderão então iniciar a propaganda política. Segundo Glícia Salmeron, embora os conselhos tenham avançado bastante desde sua criação há nove anos, o processo eleitoral para os CT’s não é melhor divulgado devido à falta de estrutura.

Essa afirmação é confirmada pelos dados recolhidos por uma pesquisa feita pela Rede Andi (Rede de Agências de Notícias dos Direitos da Infância) e divulgada em dezembro passado. Segundo a pesquisa, os conselhos tutelares de Sergipe não têm infra-estrutura e visibilidade satisfatórias. Embora estejam presentes nos 75 municípios sergipanos, muitos deles não têm nem mesmo sede própria ou telefone, o que acaba impossibilitando o exercício de seu papel legítimo de proteção à infância e à adolescência.

“Trabalho gratificante e frustrante”

O conselheiro tutelar não tem direito a 13º salário, não tem carteira assinada, não recebe vale-transporte e ainda convive com ameaças de morte. “Não temos segurança! Já solicitamos um guarda municipal”, ressalta Jaqueline Cerqueira. Mesmo assim, a conselheira afirma que “é um trabalho gratificante por se tratar de uma problemática de difícil solução no Brasil”. Contudo, ela lembra que ele é também um trabalho frustrante visto que, para se obter resultados mais significativos, seria necessária a integração de outras ações que estruturassem a família onde ocorreu o problema, proporcionando-lhe uma situação mais digna, de modo a evitar reincidências.

Conselhos Tutelares em Aracaju

Criados em Aracaju no ano de 1998, os CT’s são órgãos permanentes, autônomos e não-jurisdicionais. Estão vinculados administrativamente à Secretaria Municipal de Assistência Social e Cidadania. E suas atribuições estão estabelecidas no artigo 136 do ECA.

Os cinco conselhos na capital abrangem todos os bairros. 1º Distrito para os bairros Inácio Barbosa, São Conrado, Coroa do Meio, Aeroporto, Farolândia, Atalaia, Terra Dura; 2º Distrito para Ponto Novo, América, Novo Paraíso, Capucho, Jabotiana e Siqueira Campos; 3º Distrito para Grageru, Salgado Filho, 13 de julho, Pereira Lobo, Suíssa, Cirurgia, Getúlio Vargas, Centro, São José, Luzia; 4º Distrito para Porto Dantas, Santo Amaro, 18 do Forte, Palestina, Cidade Nova; e 5º Distrito para Lamarão, José Conrado de Araújo, Jardim Centenário, Soledade, Santos Dumont, Olaria e Bugio.

Os conselhos protegem os direitos de crianças e adolescentes expostos à agressão, seja ela física ou psicológica e dentro ou não do ambiente familiar. A maior parte das denúncias é feita por telefone, mas elas também são registradas por escolas e hospitais. São casos de abuso e exploração sexual, problemas familiares, maus-tratos, etc.. Quando uma denúncia é feita, o Conselho averigua a veracidade da informação. Em caso positivo, notifica os denunciados para que compareçam ao CT, onde ocorre uma conversa e se estabelece um acordo. Se necessário, o caso é levado para uma instância superior, como o Poder Judiciário, delegacias e o Ministério Público.


Por Valter Lima
Valter_lima_12@hotmail.com

Para mais informações sobre o tema, acesse:

Cidade Criança

Andi - Agência de Notícias dos Direitos da Infância

Sede do CDMCA – Foto: Márcio Dantas

12 janeiro, 2007

Cresce Aeromodelismo em Sergipe


O aeromodelismo, seja como hobby ou modalidade de competição, proporciona aos seus praticantes diversão e uma oportunidade de ampliar seus conhecimentos. Introduzido no estado em meados da década de 1950, a atividade sempre passou por altos e baixos, mesmo após a criação do Clube de Aeromodelismo de Sergipe (CAS), em 1991. Atualmente, a prática começa a ganhar novo fôlego com o aumento no número de seus adeptos.

Pensando no novo público, o diretor técnico do CAS, Irineu Lima, prevê que dentro de poucos meses a atual pista, com 120 metros, localizada na Orla de Atalaia, não será mais capaz de abrigar todos os adeptos. “Ultimamente, nos fins de semana, devido a grande procura para os vôos, a pista tem ficado lotada. Mesmo com as melhorias feitas ao longo dos anos, com novo asfalto e cercamento do local, precisamos de uma área maior que comporte mais pessoas sem que isso inflija às normas de segurança”, comentou Lima.

A estrutura limitada dificulta ainda a realização de campeonatos e torneios internos. A falta de organização e de investimentos prejudicou durante muito tempo a divulgação do esporte no estado. Entretanto, o diretor técnico do CAS acredita que a reestruturação do clube, realizada em 2004, e o incremento dado pela chegada de novas pessoas possibilitarão a realização de mais campeonatos e a divulgação do esporte.

O CAS marcou presença em diversas competições de aeromodelismo no Brasil. Ganhou o terceiro lugar na modalidade “Combate - F2 D” (1991) e o segundo lugar em “Combate NAC” (1993). Hoje, o clube possui 39 associados, número que crescerá com a chegada dos novos adeptos em fase de treinamento para piloto de aeromodelo.

Modelos e Categorias no aeromodelismo

Com a finalidade de simular os controles de uma aeronave de verdade, os modelos atuais utilizam tecnologias cada vez mais avançadas. No aeromodelismo, as categorias são determinadas pela tecnologia da aeronave. Na categoria Vôo Circular Controlado (VCC), o equipamento é ligado ao aeromodelista por meio de cabos, na Rádio Controlado (RC) ele é ligado por rádio de controle remoto e na de Vôo Livre o aeromodelo, depois de lançado, não sofre nenhuma interferência do aeromodelista. A categoria mais praticada é a de Rádio Controlado (RC), cujas aeronaves podem ter motores à combustão interna e motores elétricos. Os modelos mais modernos voam a mais de 200 metros de altitude e chegam a uma velocidade de 400 km/h.

Regras de Segurança

O aeromodelismo, como qualquer outro esporte, possui regras. Estas abrangem desde a construção do modelo até sua utilização em vôo. Além dos conhecimentos sobre segurança de vôo, os praticantes devem possuir registros específicos e estarem vinculados a entidades. As normas de segurança servem para reduzir o número de acidentes e os riscos de danos aos pilotos, ao público e ao patrimônio.

Para saber mais sobre a modalidade e suas normas de segurança, acesse:

Foto: www.bonamassa.com.br

Por Tais Olivia

10 janeiro, 2007

Animação é objeto de pesquisa em grupo de estudos da UFS


Em uma iniciativa inédita na Universidade Federal de Sergipe (UFS), o professor Jean Fábio Borba, docente do Departamento de Artes e Comunicação, desenvolve um grupo de estudos e pesquisa em animação. O objetivo inicial é a reunião de acadêmicos interessados em pesquisar, estudar e debater sobre a animação e suas diversas faces, visando o aprendizado e a preparação de diferentes textos e artigos sobre o assunto.

A idéia da formação do grupo surgiu mediante o interesse pessoal do professor na área. Segundo Jean Borba, havia uma grande expectativa por estudos no campo da animação por parte dos alunos para os quais ele lecionava, em sua grande maioria do curso de Radialismo. Tal fato foi um dos pontos-chave para a formação do grupo, que já conta com 22 inscritos.

Estudar animação em um ambiente com baixo custo, por meio de leitura de textos e artigos e trabalhar com a linguagem da animação são os principais objetivos do grupo. O professor Jean Borba explica que o aluno vinculado ao grupo deve ter um preparo e um grande interesse na área, visto que o material sobre animação é bastante escasso no Brasil e muitos dos trabalhos publicados se encontram em língua estrangeira.

Atualmente, apenas acadêmicos voluntários estão inscritos. O grupo já se encontra em processo de vinculação efetiva junto ao Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), para a concessão de bolsas de estudo. Entre as iniciativas futuras do grupo estão a preparação de atividades para a área de extensão comunitária e a criação de pequenos trabalhos animados.

A primeira reunião do grupo está marcada para o dia 13 de janeiro, onde serão encaminhados os primeiros textos para estudos. A criação de uma lista de discussão e de um Blog também fazem parte da pauta da reunião. O professor Jean Borba afirma que as atividades do grupo estão abertas para todos os interessados na área.

Por Octávio Ferreira
otaviorx@yahoo.com.br

Para maiores informações, entre em contato com o professor Jean Fábio Borba:
jfborba@yahoo.com.br

08 janeiro, 2007

Campanha “Otimizar é preciso” coloca em pauta o controle dos gastos da UFS


Visando reduzir os diversos gastos e desperdícios dos recursos da instituição, a Universidade Federal de Sergipe iniciou a campanha “Otimizar é Preciso!”. A Coordenação Geral de Planejamento (COGEPLAN), por meio da Coordenação de Controle de Custos (COC), e a Assessoria de Comunicação da UFS (ASCOM) são os órgãos idealizadores do projeto.

Dados comparativos entre os anos de 1998 e 2006 mostram um crescimento significativo na quantidade de vagas oferecidas e no quadro de funcionários e docentes. Paralelamente, houve uma ampliação de sua estrutura física, que hoje abrange mais de 100.000 m² de área construída.

Apesar da ampliação da estrutura física da UFS, o orçamento disponível para o custeio dos gastos da Universidade não acompanhou seu desenvolvimento. Tendo em vista essa questão, foi criada em 2005 a COC, órgão ligado diretamente a COGEPLAN e que tem por principal objetivo reduzir os custos operacionais da instituição. Para tanto, as metas da COC são a implantação de um sistema de monitoramento e controle de custos e a conscientização e sensibilização da comunidade universitária sobre a necessidade de evitar os desperdícios.

Sobre a campanha

Segundo Luiz Marcos de Oliveira Silva, Coordenador da campanha “Otimizar é Preciso!”, cerca de 90% dos recursos da instituição são destinados ao pagamento de pessoal. As verbas restantes são repassadas para o custeio e manutenção da UFS. Por isso, segundo ele, a otimização dos gastos torna-se uma medida necessária e fundamental, sobretudo com a vigente expansão da Universidade. “Precisamos utilizar bem os nossos recursos. É inadmissível que se gaste 2,3 milhões por ano de energia elétrica. Isso é cerca de 12,1% de todo o custeio da instituição”, pondera.

Ainda segundo o coordenador da campanha, os gastos com energia poderiam ser reduzidos com iniciativas simples como evitar o uso abusivo do ar condicionado, apagar as luzes em ambientes não utilizados etc. Outro exemplo dado por Luiz Marcos, é o desperdício excessivo de alimentos no Restaurante Universitário (RESUN). “Até o ano passado, cerca de 2,5 toneladas de alimentos eram desperdiçadas todo mês no restaurante. Hoje, com a implantação do sistema self-service, conseguimos reduzir esse desperdício para algo em torno de 1 tonelada ao mês, o que continua alto”, avalia.

Para a professora Jenny Dantas Barbosa, Coordenadora Geral de Planejamento, a otimização dos diversos recursos tem sido uma preocupação constante de todas as instituições de ensino superior, em especial das federais, esclarece. Ela explica ainda que a UFS foi uma das instituições pioneiras no desenvolvimento de sistemas de gerenciamento de recursos para a otimização dos custos. “Nós deflagramos esta campanha com o objetivo de estimular uma mudança de atitude. As universidades públicas são de todos. Cada professor, servidor e estudante tem que ter a consciência de que otimizar é uma atitude de preservação de recursos, sejam financeiros, pessoais ou ambientais”, salienta a coordenadora.

Iniciativas

Além da campanha “Otimizar é Preciso!”, outras medidas de redução de gastos também estão sendo tomadas, como: a implantação de um sistema de cotas para o uso dos telefones pelos diversos órgãos da instituição, a revisão de contratos de terceirização de trabalho, de serviços postais, a instauração de pregões eletrônicos para aquisição de materiais e o acompanhamento das diversas planilhas de custos.

No âmbito da otimização dos gastos com energia elétrica, houve a análise e negociação de um contrato de desempenho com a ENERGIPE, que culminou com a substituição de 110 aparelhos de ar condicionado no Hospital Universitário. Além disso, a Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP) disponibilizou recursos para a substituição das câmaras frigoríficas do RESUN, cuja aparelhagem já possui cerca de 20 anos de uso.

“Além da apresentação de ações para a otimização dos recursos da UFS, a campanha ‘Otimizar é preciso’ visa sensibilizar a comunidade acadêmica para a variável ambiental” explica Luiz Marcos. Neste sentido, está sendo trabalhada a idéia “otimizar também é preservar”, explica o coordenador da campanha.

Neste âmbito, também estão sendo implantados postos de coleta seletiva de resíduos, que irão beneficiar entidades como a Cooperativa de Catadores de Resíduos Sólidos (CARE), que possui vínculo com a UFS junto à UNITRABALHO, órgão ligado à Pró-reitoria de Extensão e Assuntos Comunitários (PROEX).

Para maiores informações:

Luiz Marcos de Oliveira Silva – Coordenador de Controle de Custos
E-mail: coc@ufs.br
Fone: 3212-6451

Site da campanha “Otimizar é Preciso!”

Por Octávio Ferreira

Lei Maria da Penha: uma conquista para os direitos das mulheres


Após milhares de casos de agressão contra a mulher terem passado impunemente, o Governo Federal finalmente apresentou uma resposta à sociedade brasileira. No dia 7 de agosto de 2006, o presidente Luís Inácio Lula da Silva sancionou a Lei de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher, a qual foi batizada de Lei Maria da Penha, em homenagem a uma militante dos direitos das mulheres. Segundo Ivânia Pereira, presidente do Conselho Municipal de Direitos da Mulher e da União Brasileira das Mulheres (UBM), a lei não foi apenas uma conquista para as mulheres, e sim um avanço para a sociedade. “A mulher até então, era uma cidadã de segunda categoria. Mas agora, o agressor será julgado e responderá pelos crimes que cometer”, conta.

Conselho e UBM

O Conselho Municipal de Direitos da Mulher é o organismo controlador de políticas públicas para as mulheres em Aracaju. Ele está vinculado à prefeitura da capital através da Secretaria Municipal de Assistência Social. A cada dois anos um novo Conselho é eleito, do qual qualquer mulher pode se candidatar para fazer parte.

Já a UBM existe desde 1989 e trata-se de uma organização não-governamental. Presente em 21 estados, o objetivo dela é conscientizar as mulheres do papel que elas têm na sociedade, orientando-as a participar da vida social e política. “Nós não queremos ser um movimento de mulheres para mulheres, nós queremos ser um movimento de mulheres para a sociedade”, diz Ivânia Pereira.

A manutenção desses órgãos é feita por doação das próprias conselheiras, contribuintes, parcerias etc.

Disque Denúncia

Na primeira semana de dezembro, o Conselho Municipal de Direitos da Mulher promoveu a campanha “Uma vida sem violência é um direito das mulheres”. A semana teve como objetivo divulgar à comunidade a importância da Lei Maria da Penha, alertar sobre a necessidade de denunciar e divulgar os tipos de serviços oferecidos pelo disque denúncia (180).

É sempre importante lembrar à sociedade que toda ligação feita pelo 180 é anônima e que no momento da denúncia uma viatura policial é mandada ao local a fim de registrar a ocorrência.

Mudanças

A Lei Maria da Penha trouxe algumas modificações que endurece a punição aos agressores de mulheres. Com a nova lei, os agressores não poderão mais ser punidos com penas alternativas, como pagamento de multas ou cestas básicas. A legislação também aumenta o tempo máximo de detenção previsto para os agressores, de um para três anos.

A lei trouxe também a possibilidade de prisão em flagrante. E se na hora da denúncia a mulher alegar que corre alto risco à integridade física ou risco de morte, um mandado de prisão preventiva poderá ser expedido imediatamente a seu favor.

Uma pesquisa feita em 2005 pela Fundação Perseu Abramo mostrou que a mulher geralmente só denuncia após mais ou menos a oitava agressão sofrida, que é quando ela não suporta mais. Carlos Rodrigo, escrivão de polícia, diz que as mulheres têm medo de novas agressões. “A gente orienta que a procura da delegacia é a melhor maneira de resolver o problema dela. Pedimos para ela se hospedar na casa de algum familiar até que possa sair alguma medida cautelar”, conclui.

Com as mudanças, a lei busca dar mais segurança às mulheres. A presidente da UBM relata que “a mulher agora tem a certeza de que o direito dela vai valer. Mas antes, ela só tinha a certeza de que ao voltar da delegacia ela iria se submeter a uma violência maior”. Ivânia Pereira conta que a insegurança do que ia acontecer depois sempre foi o maior entrave à tomada de atitude das mulheres.

Violência em números

A Delegacia da Mulher de Aracaju registrou na década de 1990, vinte mil boletins de ocorrência de violência contra a mulher. Carlos Rodrigo afirma que 85% das queixas prestadas são de violência doméstica.

Uma pesquisa realizada pelo Grupo de Estudos em Exclusão, Direitos Humanos e Cidadania da Universidade Federal de Sergipe (UFS) entre 1998 e 2000, levantou alguns dados reproduzidos abaixo:
  • A maior incidência de denunciantes tem entre 26 e 35 anos;
  • A maioria não trabalha fora de casa, embora haja um índice alto de mulheres assalariadas;
  • 51,2% dos agressores se dizem alcoolizados;
  • 37% não utilizam instrumentos para agredir;
  • 51,4% das mulheres são agredidas pelo esposo ou companheiro;
  • 66,3% são agredidas em casa e 20,7%, em locais públicos;
  • 40,2% sofrem lesão corporal.
Ivânia Pereira chama ainda atenção para o fato de que a violência física é a mais denunciada, apesar de a violência psicológica também existir e de ser bastante presente. Mas esta passa despercebida pela maioria das mulheres.

Por Gracielle Nunes

Para saber mais sobre a militante Maria da Penha, acesse:

Mulheres no Brasil

Maria da Penha

Portal da Violência Contra a Mulher

07 janeiro, 2007

Centro de Valorização da Vida já funciona em Sergipe

Os voluntários do Centro de Valorização da Vida (CVV) já atendem os primeiros telefonemas da população sergipana. Em funcionamento desde o dia 11 de dezembro de 2006, o CVV chegou a Aracaju após 44 anos de atuação como programa de prevenção a suicídios. O Centro conta com 57 postos em todo o Brasil, totalizando cerca de 3.000 voluntários.

Por ser um movimento filantrópico, civil e sem fins lucrativos, os postos do CVV são adotados por instituições mantenedoras. Em Sergipe, a fundadora do Posto Samaritano CVV foi a Associação Amigos da Vida de Sergipe (Avise). Segundo Francisco Eustachio, voluntário do CVV e membro da Avise, a motivação de criar um posto em Sergipe partiu da própria missão do Centro: “valorizar a vida, contribuindo para que as pessoas tenham uma vida mais plena e, conseqüentemente, prevenir o suicídio”.

Atualmente, o posto CVV ocupa uma dependência da Secretaria de Estado da Justiça e Cidadania, na Escola de Gestão Penitenciária (Egesp). Futuramente, os planos são de conquistar uma sede própria, conforme afirma Eustachio.

Atendimento

Os voluntários do CVV não atuam somente na prevenção de suicídios. “Todas as pessoas que sentem a necessidade de ajuda são tratadas com respeito, compreensão e sem críticas”, ressalta o voluntário do Posto Samaritano. “O CVV não funciona como terapia, mas sim como apoio emocional”, segundo informações do site do Centro na Internet.

Os voluntários do posto foram selecionados após a realização de um curso de capacitação. Por não cumprir o atendimento integral de 24 horas diárias, o Posto do CVV em Sergipe ainda é denominado de Samaritano. São 14 voluntários que trabalham todos os dias, das 14h às 22h, através do telefone 3213-7601.

No entanto, Eustachio salienta a necessidade de aumentar o voluntariado do Centro. “Se possível, já em janeiro de 2007 iniciaremos um outro processo de seleção de voluntários”, completa. Outra forma de atendimento à população é o contato pessoal, que funciona no horário das 14h às 18h, no Posto do CVV.

Suicídio em números

Segundo dados do Ministério da Saúde, a taxa de mortalidade por suicídio foi de 4,5 a cada grupo de 100 mil habitantes em 2004, no Brasil, índice considerado baixo pela Organização Mundial de Saúde.

A Região Sul do Brasil foi onde se registrou o maior número de casos. Foram 7.987 pessoas que cometeram suicídio no ano de 2004. O Nordeste apresentou 1.644 casos. A tabela seguinte contém dados referentes ao ano de 2004 sobre a mortalidade por suicídios no estado de Sergipe e em sua capital, Aracaju.


Mortalidade masculina por suicídios

Mortalidade feminina por suicídios

Sergipe

6,1 / 100 mil hab.

2,3 / 100 mil hab.

Aracaju

6,2 / 100 mil hab.

1,9 / 100 mil hab.

Fonte: Ministério da Saúde


Para mais informações:

Posto Samaritano CVV Sergipe

Rua Boquim, 693 – Bairro São José – Aracaju/SE
Telefone: 3213-7601 (diariamente, das 14h às 22h)
E-mail: samaritano_cvv_sergipe@yahoo.com.br

Site do Centro de Valorização da Vida


Por Carlos Eduardo Lordelo

carloslordelo@yahoo.com.br

06 janeiro, 2007

Almodóvar e o universo feminino novamente em foco


O irreverente cineasta espanhol Pedro Almodóvar retorna ao mundo das produções cinematográficas com mais um filme que relata o universo feminino. Após dois anos da estréia de “Má Educação”, seu último filme, Almodóvar volta às telas como diretor e roteirista do envolvente “Volver”.

Sinopse e Temática

O filme conta a história de Raimunda (interpretada por Penélope Cruz), uma jovem mãe trabalhadora que tem uma filha adolescente e um marido desempregado. Este é morto pela filha ao tentar abusá-la sexualmente. Raimunda tem uma irmã mais velha, Sole (interpretada por Lola Dueñas), e ambas acham que a mãe, Irene (Carmem Maura), está morta. Ao longo do filme, desvendam-se os mistérios do passado de Raimunda e de sua mãe tornando a película extremamente interessante.

Entre outros temas interessantes, Volver retrata o abuso infantil, a revelação dos segredos de família e o casamento mantido por aparência. E mesmo com a não-linearidade da trama, o cineasta ainda consegue prender a atenção dos espectadores alternando o drama e a comédia nas cenas exibidas.

“Volver” termina deixando a vontade de ver mais a trama de tão envolvente que ela se torna, fazendo com que o final dê a impressão de que o filme ainda terá mais a apresentar.

Direção e Elenco

Almodóvar consagrou-se como diretor de filmes que retratam o universo feminino por ter em seu currículo direções como “Kika” (1993), “Mulheres à beira de um ataque de nervos”(1988) e “Tudo sobre minha mãe”(1999). Mas em “Volver”, Almodóvar retoma esse universo de uma forma peculiar, conseguindo captar plenamente a alma humana.

Como já era de se esperar de um cineasta como Almodóvar, o elenco é formado por três atrizes, que particularmente deram um show de interpretação. Penélope Cruz (Raimunda), Carmem Maura (Irene) e Sole (Lola Dueñas) incorporaram suas personagens de uma forma muito intensa e realista. As atrizes Penélope Cruz e Carmem Maura já participaram de outros longas-metragens dirigidos por Almodóvar, como “Tudo sobre minha mãe” e “Mulheres à beira de um ataque de nervos”, respectivamente.

Características técnicas

Com melodias incidentais tipicamente hispânicas, a trilha sonora se configura como um dos elementos de destaque do filme. A trilha também traz Penélope Cruz cantando “Volver”, um dos clássicos tangos de Carlos Gardel. Além do roteiro espetacular, o filme mantém a característica marcante de todas as produções “almodovarianas”: a fotografia. As cenas são dotadas de cores fortes, especialmente o vermelho, um tom bastante usado pelo cineasta.

Para mais informações sobre o filme, confira:

http://www.sonyclassics.com/volver/

Por Díjna Torres
hecate_ml@hotmail.com

04 janeiro, 2007

Cintec apóia solicitações de patente na UFS

O Centro de Inovação e Transferência de Tecnologia (Cintec), criado a partir da portaria n° 938, de 1º de novembro de 2005, na Universidade Federal de Sergipe (UFS), dedica-se à ampliação e facilitação do acesso de diversos setores da sociedade às produções acadêmicas. O Cintec também oferece suporte aos pesquisadores da UFS no processo de solicitação de patente.

Procedimentos para a solicitação de patente

Segundo o coordenador do Cintec, Ricardo Santana, o pesquisador que deseja iniciar o processo de solicitação de patente deve procurar o Centro para constatar a viabilidade do pedido. “A partir daí, a gente orienta, fazendo a avaliação na seqüência”, afirma. É necessária uma redação da patente feita pelo pesquisador, a qual auxilia na busca para verificar a existência ou não de similares. Depois desse procedimento, o Cintec envia o pedido para o Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) e acompanha as devidas exigências.

O Cintec tem dois grandes desafios. O primeiro é a verificação da precedência do pedido, fazendo a busca de patentes em sítios públicos especializados, na Internet, como o INPI, o Japan Patent Office, o European Patent Office, entre outros. “Os temas são muito específicos de cada uma das áreas, o que aumenta o grau de dificuldade, sendo necessário trabalhar junto ao pesquisador”, diz o coordenador. O segundo desafio é a redação da patente, pois ali deve estar especificada a proposta do pedido e conter as reivindicações do que nela será assegurado.

A média do tempo de concessão de uma patente, no Brasil, é de oito anos. O invento patenteado é resguardado pelo período de 20 anos, contando a partir da solicitação. Dessa forma, a descoberta é protegida contra cópia ou venda. Passados os 20 anos, o invento cai em domínio público.

Vantagens para a UFS

A UFS possui alguns projetos de registros, de acordo com Ricardo Santana. Existem planos para registros de marcas, de software e um licenciamento. “É um processo que está começando a acontecer aqui”, expõe. Quando uma empresa pretende utilizar as tecnologias produzidas pela Universidade, a UFS entra em contato com o Cintec confirmando o interesse. A partir daí, são realizados testes em escala industrial. Com resultados positivos, a empresa utiliza a tecnologia e financia pesquisas na Universidade.

Por Grazielle Matos

graziellems@hotmail.com


Para maiores informações, acesse o sítio do Cintec:

http://www.cintec.ufs.br

20 dezembro, 2006

STJ profere decisão favorável à obrigatoriedade do diploma para jornalistas


A discussão em torno da obrigatoriedade ou não do diploma de nível superior para o exercício da profissão de jornalista continua a gerar polêmicas. Em outubro de 2006, foi a vez de a Primeira Seção do Superior Tribunal de Justiça (STJ) manifestar seu apoio à exigência legal do diploma. Essa decisão, entretanto, não regulamenta a prática jornalística.

O assunto foi tratado pela primeira vez em 1979, ainda durante a ditadura militar, quando foi tornada obrigatória a posse do diploma de nível superior em jornalismo para a prática da profissão. Após essa data, a liberação de registros especiais para aqueles que não têm o diploma ficou restrita aos chamados “colaboradores”, pessoas sem vínculo empregatício que, mediante remuneração, produzem trabalhos técnicos, científicos e culturais, de acordo com sua especialização, para veículos de comunicação.

Em 2001, a Justiça Federal do estado de São Paulo cassou essa obrigatoriedade, alegando que seria uma forma de retomar a liberdade de expressão. Mas a determinação foi invalidada pelo Ministério do Trabalho e Emprego no ano de 2006.

Em meio a tantas divergências, Josenildo Guerra, professor do Departamento de Artes e Comunicação Social (DACS) da Universidade Federal de Sergipe (UFS), vê a obrigatoriedade do diploma para o curso de Comunicação Social como vantajosa, quando se coloca em questão as técnicas aprendidas no decorrer do curso: “quando não existe essa exigência (do diploma), o trabalho dentro das redações pode se tornar excessivamente político”, diz. Ele explica que os parâmetros profissionais podem cair drasticamente, pois as empresas que não possuem jornalistas por formação geralmente trabalham com a informação voltada para os seus próprios interesses e não para os interesses da comunidade

Por Díjna Torres
hecate_ml@hotmail.com

Para maiores informações, acesse:

Sindicato de Jornalistas do Estado de Sergipe

Federação Nacional dos Jornalistas

18 dezembro, 2006

A luta contra a AIDS em Sergipe

Lançada no Dia Mundial de Luta Contra a Aids (1º de dezembro), a campanha “A vida é mais forte que a Aids” tem como objetivo principal combater o preconceito e a discriminação sofridos pelos portadores da doença. O coordenador estadual de DST/Aids de Sergipe, Dr. Almir Santana, chama a atenção para o fato desta ser “a primeira campanha a mostrar a face das pessoas com Aids”.

Recentemente, foi divulgado o Boletim Epidemiológico 2006 pelo ministro da Saúde, Agenor Álvares. Os dados mostram que, no Brasil, já foram identificados cerca de 443 mil casos de Aids, de 1980 a junho deste ano. O mesmo boletim registra uma queda acentuada do número de casos de transmissão vertical, quando o vírus passa da mãe para o filho, seja na gestação, no parto ou na amamentação. Neste caso, houve uma redução de 51,5% entre 1996 e 2005.

Atualmente, estima-se que 600 mil brasileiros sejam portadores do HIV ou que já tenham desenvolvido a Aids. No estado de Sergipe, existem 1.486 casos notificados de portadores do vírus, mas a previsão é a de que esse número chegue a oito mil pessoas, segundo Almir Santana. “A pessoa com Aids em Sergipe é, geralmente, pobre, com nível de escolaridade baixo, principalmente do interior do estado, entre a faixa etária de 20 a 40 anos, casado”, completa o coordenador.

Teste

Os testes para a detecção do vírus HIV são gratuitos e realizados de forma anônima nos Centros de Testagem e Aconselhamento (CTA) da rede pública. Almir Santana afirma que “a população que esteja em situação de risco precisa fazer o exame”. As principais situações de risco são: a relação sexual sem o uso de preservativos e o compartilhamento de seringas e agulhas.

O Centro de Especialidades Médicas de Aracaju (Cemar) é o principal ponto de testagem e tratamento dos portadores do vírus HIV no estado de Sergipe. O Setor de Atendimento Especializado (SAE) é o responsável pelos pacientes encaminhados para o tratamento das DST/Aids. Segundo a enfermeira Kátia Valença, o SAE conta com assistente social, enfermeiros, psicólogos, infectologistas, urologista e ginecologista. O atendimento é diário, nos dois turnos.

Tratamento

Caso o resultado dos testes seja positivo, outros exames serão feitos para detectar a carga viral e a quantidade de anticorpos presentes no organismo da pessoa. A partir daí, ela será encaminhada para o Cemar, onde terá acesso aos medicamentos para manter a carga viral baixa.

A Lei de novembro de 1996, promulgada pelo Sistema Único de Saúde (SUS), declara a obrigatoriedade do acesso gratuito a todos os que necessitarem de medicamentos anti-retrovirais, que atualmente somam 16 drogas. “Os outros (remédios) para combater as infecções oportunistas são de responsabilidade do governo estadual e municipal. São todos doados”, reforça Almir Santana.

O médico afirma, também, que “os medicamentos estão tornando a Aids uma doença crônica. As pessoas podem conviver com a Aids normalmente, tomando seus remédios”. Outro fator importante para a sobrevida é a qualidade da alimentação.

Dificuldades

O grande problema levantado pelo coordenador sergipano é a adesão. “Tem muito paciente que não consegue tomar os remédios certos, às vezes porque não tem passagem (de ônibus) para pegar o medicamento. A própria condição de pobreza dificulta o trabalho”, sentencia.

Com relação à alimentação, uma das principais orientações dadas pelo assistente social do Cemar, George Batista, é o acesso gratuito a cestas básicas – no caso de adultos – e ao leite em pó, no caso das crianças. “A orientação que se dá é quanto ao recebimento dos benefícios das políticas públicas”, completa.

Outra deficiência apontada por Almir Santana é a centralização do tratamento na capital Aracaju. Para ele, “este tratamento precisa ser descentralizado”. Completa dizendo que “a gente não conta com os municípios do interior”.
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Por Carlos Eduardo Lordelo
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Para maiores informações:
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Programa Estadual de DST e Aids de Sergipe - Telefone: (79) 3234-9527

Centro de Testagem e Aconselhamento do Cemar - Telefone: (79) 3234-0928

Disque-Saúde - Telefone: 0800 611 997

15 dezembro, 2006

Plano de Expansão gera polêmica entre os estudantes da UFS


A partir de 26 de março de 2007, início do primeiro período letivo do ano, a Universidade Federal de Sergipe (UFS) deverá receber mais de 16 mil alunos que começarão ou continuarão seus estudos de graduação na instituição. Parte desses alunos ingressarão nos 19 novos cursos, preenchendo as novas 4.070 vagas oferecidas pela Universidade através do seu Plano de Expansão. O plano, porém, vem criando divergências de opiniões em alguns setores da UFS, principalmente no que diz respeito à reestruturação da grade de horários.

Mudança nos horários


O Plano de Expansão é, em harmonia com a legislação educacional vigente, uma maneira de valorizar e desenvolver o ensino superior brasileiro, como já acontece em outras universidades brasileiras.

De acordo com a documentação oficial, o Plano de Expansão da UFS deve durar 4 anos (2005 – 2008) e deverá cumprir, nesse prazo, 17 objetivos específicos. Entre eles, está subentendida a reforma específica na infra-estrutura.

Sem uma previsão para a ampliação do número de salas de aula e de laboratórios o reitor da UFS, Josué Modesto dos Passos Subrinho, baixou uma portaria, no dia 6 de novembro de 2006, estabelecendo novos horários para os turnos matutino e vespertino de aula, que a partir de 2007 irão das 7h às 13h e das 13h às 19h respectivamente, e não mais das 8h às 12h e das 14h às 18h. Isso para que, em teoria, não faltem salas nos prédios das didáticas e dos departamentos.

A notícia foi recebida com apreensão pelo Diretório Central dos Estudantes (DCE), que na tarde do dia 12 dezembro convocou a força estudantil para discutir o impacto da medida e deliberar sobre o posicionamento a ser adotado pelo DCE. A mudança gerou uma preocupação entre os graduandos sobre, por exemplo, como administrar os horários de estágio e de refeições dos alunos.

O Restaurante Universitário e os novos horários

O diretor do Restaurante Universitário (Resun), Gilson Rosa Dias, diz que já existe uma solução emergencial para um dos problemas. “A administração do Resun, juntamente com a Pró-Reitoria de Graduação e o gabinete do reitor, já está realizando um estudo para a possibilidade de ampliação do refeitório”, conta, relatando que já foi verificada a possibilidade de serem colocados mais 14 lugares no Resun, os quais, em duas horas, serviriam aproximadamente 120 pessoas.

Entretanto, o diretor não vê, no momento, como expandir o período de refeições para que haja uma maior conciliação com os novos horários. “Além do mais, o MEC extinguiu vários concursos importantíssimos, como o de cozinheiro, o que dificulta ainda mais o nosso funcionamento pleno”, ressalta.

Por Luis Fernando Lourenço

O Plano de Expansão está disponível na íntegra em:

http://www.ufs.br/doc_pdf/PlanodeExpansaodaUFS2.pdf

A portaria que determina a mudança de horários está disponível na íntegra em:

http://www.ufs.br/arquivos/11649137200969.pdf

12 dezembro, 2006

Sergipe tem futebol!

As regiões Sul e Sudeste do país desconhecem nosso futebol. Pode parecer exagero, mas é a pura verdade. Há alguns dias, em conversa “on-line” com um velho amigo que reside em Araraquara (SP), levantei a seguinte questão: “Anthony, você saberia me dizer o nome de dois clubes sergipanos?”, após alguns minutos de espera, respondeu: “Rapaz, agora você me pegou”. Em outras palavras (para que não restem dúvidas) ele não soube responder.

Por mais que goste do esporte, essa parcela do público futebolístico não tem a menor curiosidade em se inteirar sobre Futebol Sergipano. E por que isso? Dentre tantas as causas, o fraco desempenho em competições de âmbito nacional é a maior delas. No Campeonato Brasileiro, por exemplo, os clubes sergipanos ano após ano realizam campanhas insignificantes, sendo eliminados bem antes das fases finais (que dão acesso às divisões superiores).

No dia 8 de dezembro foi divulgada a tabela da Copa do Brasil de 2007. Os times que representarão o nosso Estado enfrentarão equipes de destaque no cenário nacional. A Associação Desportiva Confiança e Olímpico Pirambu Futebol Clube enfrentarão Bahia e Corinthians (SP) respectivamente. Eis uma grande chance de “aparecer” para o Brasil.

É comum à Copa do Brasil apresentar algumas surpresas. Nesse torneio, duas situações costumam trazer os holofotes da mídia para clubes pequenos. A primeira é quando um clube inexpressivo elimina um dos “grandes” da primeira divisão. Assim foi com o ASA de Alagoas em 2002 – ano em que eliminou o Palmeiras. A segunda seria quando tal clube chega às finais da competição. Um exemplo ocorreu na final da Copa do Brasil de 2002, quando o Brasiliense disputou contra Corinthians, mas acabou perdendo.

“Corinthians é eliminado por clube desconhecido”. Alguém duvida que essa possa ser a manchete de jornais, numa improvável vitória do Pirambu na Copa do Brasil? O curioso é que o time sergipano daria um primeiro passo (e que passo!) rumo ao conhecimento nacional.

Voltando àquela conversa “on-line”, vale colocar que Anthony, em outro momento, arriscou: “Tem um time com o nome Sergipe não é?”. Chute certeiro. Quem sabe se até o fim da Copa do Brasil ele não consegue completar a resposta.
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Por Hadam Lima
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07 dezembro, 2006

UFS investe em reforma do Colégio de Aplicação

As dependências do Colégio de Aplicação (CODAP), localizado no campus de São Cristóvão da Universidade Federal de Sergipe (UFS), passa por melhorias. O prédio que foi construído há 14 anos, nunca recebeu uma reforma expressiva, mas agora devido aos recursos obtidos com a política de otimização de gastos da Universidade, as obras puderam ser iniciadas. Os trabalhos começaram em agosto deste ano e já está em fase de conclusão da primeira etapa. Até o momento, foram gastos 120 mil reais na revisão das instalações hidráulicas e elétricas, com destaque para melhorias nos banheiros, paredes e pisos de todos os espaços.

Segundo Marlucy Gama, diretora do CODAP, as melhorias foram uma reivindicação dos professores, estudantes e servidores que cobravam uma reforma significativa na escola. “O espaço físico tinha um efeito negativo no aprendizado do aluno, atentos a isto, nos mobilizamos e procuramos a Reitoria para exibir a situação do colégio”.

“Nós estávamos cansados de ver o prédio inundado toda vez que chovia”, relata o funcionário Luciano Carvalho, que espera por melhores condições de trabalho na instituição.

Para o restante das obras, foi requerido junto à Pro-reitoria de Administração (PROAD) da UFS, uma verba adicional de 49 mil para a reforma geral do auditório, com reparos na central de ar-condicionado e revestimento de cerâmica.

Projeto de preservação das instalações

Antes mesmo da conclusão das obras, a direção já pensa em fazer um trabalho de preservação das instalações do CODAP. Na opinião da diretora, Marlucy Gama, “uma ação coletiva de conscientização que envolva a comunidade e aos alunos é primordial. O espaço adequado é interessante para toda comunidade, não tão somente para nós da instituição”, avalia.

A estudante Beatriz Travália, ressalta a necessidade de manutenção do espaço reformado. Segundo ela, já há uma maior conscientização dos alunos, principalmente do ensino médio, para a preservação do ambiente.

Processo seletivo concorrido

No processo de seleção para a 5ª série para o ano letivo de 2007, o número de inscritos chegou à marca de 1131 para as 60 vagas oferecidas. “A concorrência foi de 18.8, fato que coloca a escola como um atrativo para um ensino público diferenciado e com qualidade”, relatou Marlucy Gama.

O Colégio de Aplicação (CODAP) foi fundado em 1959, como Ginásio de Aplicação (GA) da Diretoria de Ensino Secundário do Ministério da Educação. Em 1967 foi incorporado à Fundação Universidade Federal de Sergipe, tornando-se um órgão suplementar da UFS, vinculado pedagogicamente à Pró-reitoria de Graduação (PROGRAD). O CODAP atua como um espaço de ensino, estágio, pesquisa e extensão para alunos de Licenciatura e demais curso oferecido pela UFS.

Por Tais dos Santos

05 dezembro, 2006

“Fábrica de Softwares” oferece oportunidade de estágio para alunos da UFS


A Universidade Federal de Sergipe (UFS) e o Banco do Estado de Sergipe (Banese) firmaram uma parceria no dia 22 de novembro para a implantação da “Fábrica de Sofwares”. A Fábrica se destinará ao desenvolvimento de softwares para o Banese e servirá de laboratório para os estudantes do curso de Ciência da Computação e, futuramente, para os de Sistemas de Informação.

“A parceria do Banese com a Universidade surgiu de uma necessidade que tínhamos de mão-de-obra” disse Robson Cerqueira, Superintendente de Tecnologia do banco. Segundo ele, a união com a UFS é a mais viável, pois o aluno já vai para o mercado de trabalho com o conhecimento necessário para trabalhar no setor tecnológico do banco.

Contrapartidas

De acordo com Leila Maciel, professora do Departamento de Ciência da Computação, a UFS contribuirá com a inserção, em sua grade curricular, de uma disciplina optativa voltada para as atividades da "Fábrica de Sofwares". Além disso, a Universidade disponibilizará o espaço físico. O Banese, por sua vez, montou um laboratório com 11 computadores e mantém outro laboratório de informática para uso de todos os alunos do curso de Ciência da Computação.

Sobre o estágio

A "Fábrica de Softwares" foi instalada no Pólo de Gestão, localizado no Campus de São Cristóvão, e receberá, anualmente, 20 alunos. “Os estudantes são selecionados após a disciplina optativa em que se ministra as tecnologias utilizadas na Fábrica”, depois disso, “eles passam por uma seleção curricular e pela avaliação do coordenador pedagógico do projeto”, explicou Leila Maciel.

No momento, o projeto conta com 10 alunos do curso de Ciência da Computação que já estão desenvolvendo suas atividades em um único turno. Futuramente, quando os alunos do curso de Sistemas de Informação do Campus de Itabaiana integralizarem os créditos necessários para realizar esse estágio, as vagas poderão ser ampliadas.

Por Grazielle Matos